Tema de redação 20N07 e sugestões de leitura – epidemias (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte: máscara de um médico para se proteger a peste do século XVII.

Estudos para o tema de redação 20N07

Palavras-chave – epidemia, pandemia, endemia, surto, doenças infectocontagiosas, ISTs, aids, dengue, gripe, coronavírus.

Texto 20T23

Texto 20T24

Texto 20T25

Texto 20T26

https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/drauziocast-72-aids/

Tema de redação 20N07

Epidemias

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

Estima-se que, entre 1918 e 1920, 50 milhões tenham morrido por causa da gripe espanhola, mais do que os 17 milhões de vítimas, entre civis e militares, da 1ª Guerra Mundial.

Esse episódio histórico devastador volta à mente ainda hoje quando surgem novos surtos, como o atual causado por um coronavírus — e houve muitos desde o início do século passado.

Entre os mais recentes, estão os de ebola, que infectou 30 mil pessoas e matou 11 mil na África, entre 2014 e 2016; de gripe suína, que atingiu mais de 200 países desde 2009 e fez 200 mil vítimas; e também os de gripe aviária registradas desde o fim dos anos 1990.

Com a eclosão de uma nova epidemia causada por um micro-organismo até então desconhecido, como o 2019-nCov, como é oficialmente chamado o coronavírus identificado em dezembro na China, muitas pessoas olham para o passado na tentativa de encontrar respostas sobre o que o futuro nos reserva.”

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51315756

Texto 02.

“O Brasil vai na direção oposta da média mundial e registra, entre 2010 e 2018, um aumento no número de novas infecções por HIV. Os dados são do Unaids, a agência da ONU especializada na epidemia.

De acordo com os novos dados, o Brasil apresentou um aumento de 21% no número de novos casos em oito anos. O aumento ainda fez com que a América Latina registrasse, em média, um incremento de 7% nos novos casos de aids na região entre 2010 e 2018.

Os dados se contrastam com uma queda acentuada de novos casos em El Salvador (-48%), Nicarágua (-29%), Colômbia (-22%) ou Equador (-12%). Apenas Chile e Bolívia tiveram resultados mais preocupantes que o Brasil na região e, ainda assim, por uma margem mínima.

Sem o Brasil, a América Latina teria registrado uma queda de 5% no número de novos casos entre 2010 e 2018.

Em números absolutos, o Brasil registrou 44 mil novos casos em 2010. Em 2018, esse número foi de 53 mil. Por conta de seu tamanho, o País acabou influenciando a média latino-americana, que viu uma alta de 7% neste período. Em 2018, foram 100 mil novos casos na região, com 35 mil mortes.”

Fonte: http://agenciaaids.com.br/noticia/dados-da-onu-na-contramao-do-mundo-brasil-tem-aumento-de-21-de-novos-casos-de-sids-em-8-anos/

Texto 03.

“Enquanto trabalha para se prevenir de uma possível chegada do coronavírus, o Brasil vive um estado de alerta pelo novo surto de uma doença tropical já conhecida no país: a dengue. Desde que um novo sorotipo da doença voltou a circular em território brasileiro, no ano passado, o número de pessoas infectadas vem crescendo. Neste ano, o Brasil voltou à zona endêmica e dezenas de municípios em distintas regiões já declararam epidemia. Ao menos 57.485 casos foram notificados ao Ministério da Saúde em 2020 ―quase a metade deles apenas na última semana registrada pelo boletim epidemiológico do órgão, de 18 a 25 de janeiro―. O número é levemente superior ao mesmo período do ano passado e quase o triplo do mesmo período de 2018. A situação que já é preocupante ainda pode piorar, visto que historicamente o pico da dengue costuma ocorrer no mês de abril, em razão do período chuvoso.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já afirmou que ‘você tem muito mais chance de morrer de dengue no Brasil, hoje, do que de coronavírus’. A pasta que ele comanda confirma nove óbitos pela doença neste ano e contabiliza 41 ainda em investigação. Mas a quantidade de pessoas que morreram de dengue neste ano pode ser bem maior, conforme dados mais atualizados das secretarias estaduais. O Paraná, sozinho, confirma seis óbitos somente na última semana (entre 4 e 10 de fevereiro) —eles ainda não foram contabilizados no boletim do Ministério da Saúde. O avanço da dengue tem preocupado gestores municipais, que pedem ao Governo federal e à população que não reduzam a atenção ao enfrentamento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, diante do verdadeiro pânico que tem sido gerado com a expansão do coronavírus no mundo.”

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-02-13/dengue-coloca-o-brasil-na-mira-de-um-novo-surto-em-meio-a-preocupacao-com-o-coronavirus.html

Proposta de redação 20N07A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação argumentativa em que se discuta as relações existentes entre a condição socioeconômica do indivíduo com a maior ou menor possibilidade de ele ser vítima de uma epidemia.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

 

Proposta de redação 20N07B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Epidemias no Brasil contemporâneo.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C, D e E.

Minas tem 48 casos de dengue por dia em 2020

Estado investiga uma morte que pode ter ocorrido em decorrência da doença

Por ALEX BESSAS

16/01/20 – 06h00

Minas Gerais soma 677 possíveis casos de dengue nos primeiros 14 dias de 2020 – uma média de 48 ocorrências por dia – e investiga uma morte que pode ter sido causada pela doença. No ano passado, quando houve uma epidemia de dengue no Estado, registrou-se, em janeiro, 16.179 casos – e 522 a cada dia. Neste ano, a expectativa é que Minas não sofra com um surto da enfermidade. Já o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, no Sudeste, e todos os Estados do Nordeste estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde, que fez alerta ontem sobre o risco de aumento de casos da doença.

“O alerta ocorre porque, no fim de 2018, o tipo 2 do vírus da dengue voltou a circular depois de dez anos e vem encontrando populações suscetíveis à doença desde então. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. O sorotipo 2 que está circulando em algumas regiões do Brasil, tem um potencial de vírus maior de manifestação grave”, explicou a pasta em nota.

Foi o vírus tipo 2 que provocou a epidemia em Minas no ano passado, quando foram registradas 483.429 ocorrências. Até então, os maiores surtos haviam ocorrido em 2013, com 414.748 registros, e em 2016, com 517.830 ocorrências.

O médico infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da UFMG, lembra que as crises são cíclicas. “É improvável que a gente tenha uma epidemia tão grave como a de 2019, pois muitos já tiveram contato com esse vírus”, avalia Tupinambás. Mesmo assim, cuidados como a limpeza de lotes, quintais, ruas, praças e parques devem ser mantidos, assim como as campanhas dos governos federal, estaduais e municipais, recomenda ele.

O Ministério da Saúde também reforça a necessidade de manter a mobilização nacional contra a proliferação do Aedes aegypti, mosquito vetor da doença, durante todo o ano, e não apenas nos períodos críticos, de chuva e calor.

Febre amarela

Sul e Sudeste têm mortes de macacos

Ao menos 38 macacos morreram por febre amarela de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano e mais de 1.000 mortes suspeitas de primatas foram investigadas, de acordo com um boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. A maior parte das mortes (89,5%) foi registrada no Paraná, que teve 34 casos. São Paulo registrou 7,9% dos casos e Santa Catarina, 2,6%. Segundo o ministério, os três Estados tiveram baixa cobertura vacinal.

A morte dos animais serve como alerta de que a doença pode voltar às regiões Sul e Sudeste. De julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano, 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos foram notificados ao ministério, mas apenas um foi confirmado, no Pará. Entre janeiro e junho de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil. Doze delas no Estado de São Paulo.

Fonte: https://www.otempo.com.br/brasil/minas-tem-48-casos-de-dengue-por-dia-em-2020-1.2284721

Proposta de redação 20N07C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um texto para um comercial com o intuito de informar a população sobre como lidar com epidemias, sobretudo, a partir de um referencial científico. Importante também tratar dos riscos das “fake news” disseminadas nesse contexto para a população brasileira.

Proposta de redação 20N07D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Redija um editorial sobre as relações entre o medo do coronavírus instalado na sociedade brasileira e a negligência histórica de autoridades e da população em relação à prevenção de doenças ligadas ao Aedes aegypti.

Proposta de redação 20N07E – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma carta de solicitação para uma autoridade que julgar competente com o intuito de que a casa de um vizinho seja visitada por autoridades de saúde em função do acúmulo de entulho que pode favorecer a existência de focos do Aedes aegypti.

Instruções para as propostas de redação C, D e E:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Deixe uma resposta