Tema de redação 20N27 e sugestões de leitura – Alcoolismo (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagem: Beraud, Jean (1849-1935) pintor francês (impressionismo) – 1908 – Os bebedores.

Estudos para o tema de redação 20N27

Palavras-chave – alcoolismo, bebida alcoólica, saúde mental, transtorno, distúrbio, doença mental, doença psiquiátrica, marginalização, terapias.

Texto 20T104

Texto 20T105

Texto 20T106

https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/alcoolismo-na-adolescencia-entrevista/

Texto 20T107

https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/alcoolismo-artigo/

Texto 20T108

https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,alcoolismo-10-perguntas-e-respostas-sobre-essa-doenca-cronica,70002726513

Tema de redação 20N27

Alcoolismo

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“É bem no coração do cérebro que ela fica, em torno de um canal cheio de líquido. Tem nome rebuscado — grísea periaquedutal — e reúne neurônios que definem o modo como lidamos com os estímulos negativos da vida, para suportá-los melhor. Mal-estar ou dor, físicos ou emocionais. Orientamos nossas ações para nos livrar desses males, e quem coordena isso é a grísea, que tem atraído interesse e gerado descobertas de pesquisadores brasileiros em São Paulo, Ribeirão Preto e Florianópolis.

Um grande mal-estar é o do porre, aquele conjunto de sintomas que nos convida a parar de beber: enjôo, tontura, dor de cabeça, visão turva, comportamento alterado… Combinação que pode causar desconforto, sofrimento e morte. Mais de 80% dos adultos consomem bebidas alcoólicas, e quase 30% podem evoluir para o alcoolismo. Por que isso ocorre? Por que essas pessoas não conseguem parar de beber, mesmo quando começam a sentir os sintomas do porre? É uma predisposição inata? Um efeito do próprio álcool? Ou ambos?

Entram em cena então neurônios de uma outra região cerebral, localizada no córtex à frente do rosto: o famoso córtex pré-frontal medial. Essa região conversa intensamente com a grísea, e ao que parece é a responsável por modular o controle desta sobre o nosso modo de lidar com a bebida.”

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/artigo-saiba-por-que-dificil-parar-de-beber-24133581.html

Texto 02.

“Dados inéditos do Ministério da Saúde apontam que 17,9% da população adulta no Brasil fazem uso abusivo de bebida alcoólica. O percentual é 14,7% a mais do que o registrado no país em 2006 (15,6%). Mesmo com o percentual menor, as mulheres (11%) apresentaram maior crescimento em relação aos homens (26%), no período de 2006 a 2018. Em 2006, o percentual entre as mulheres era de 7,7% e entre os homens, 24,8%.

Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, divulgados nesta quinta-feira (25), durante Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A pesquisa apontou ainda que o uso abusivo entre os homens é mais frequente na faixa etária de 25 a 34 anos, 34,2% e entre as mulheres nas idades de 18 a 24 anos (18%). O menor percentual entre os homens e mulheres, foram observados em pessoas com 65 anos e mais, sendo, 7,2% entre homens e 2% em mulheres. O percentual de consumo abusivo entre os brasileiros tende a diminuir com o avanço da idade, em ambos os sexos.”

Fonte: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45613-consumo-abusivo-de-alcool-aumenta-42-9-entre-as-mulheres

Texto 03.

“De acordo com a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, desde o início do isolamento social, a venda de bebidas alcoólicas em distribuidoras cresceu 38%, nos supermercados, 27%. Números alarmantes para um país onde um a cada doze pessoas tem uma relação abusiva com o álcool.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que os países limitassem a comercialização de bebidas durante o combate a Covid-19. A busca por apoio no Alcoólicos Anônimos (AA) triplicou na quarentena. Segundo a presidente do programa, Camila Ribeiro, a média diária subiu de quatro a seis pedidos para de 10 a 15.

O momento de vulnerabilidade provocado pela pandemia é visto como um fator de risco para ela, que vê a situação se agravar com a cultura do país, que incentiva o consumo de álcool.”

Fonte: https://www.sbt.com.br/jornalismo/sbt-brasil/noticia/141811-busca-por-apoio-contra-o-alcoolismo-aumenta-na-pandemia

Texto 04.

“Agressão, assédio, problemas de relacionamento e financeiros. Consumir bebidas alcoólicas em excesso afeta o indivíduo e também as pessoas de sua convivência. Foi o que mostrou um estudo recém-publicado no periódico científico Journal of Studies on Alcohol and Drugs. O trabalho obteve dados de duas pesquisas realizadas nos Estados Unidos. Ao todo, foram ouvidos por volta de nove mil adultos. Os resultados revelaram que 21% das mulheres e 23% dos homens sofreram algum tipo de dano causado pela bebedeira de alguém. Ao todo, estima-se que um em cada cinco americanos, ou 53 milhões de pessoas, passam por esse tipo de situação.”

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/01/31/os-danos-do-alcool-para-quem-convive-com-um-alcoolatra.htm

Proposta de redação 20N27A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação em que você defenda a sua posição sobre o porquê de muitos familiares ainda estimularem ou permitirem o consumo de álcool por pré-adolescentes e jovens no Brasil.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N27B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O abuso de bebidas alcoólicas no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Álcool faz bem?

Para alguns, o álcool é veneno puro. Para outros, remédio. A solução é encontrar a quantia exata que vai servir a você. E nunca passar do limite.

Por Álvaro Pereira Jr., de San Francisco, com Meire Cavalcante, em São Paulo

Consumido sem cuidados, o álcool provoca reações inesperadas. Você já reparou que nas festas tem sempre alguém que bebe uma cerveja e dá vexame, enquanto outro entorna uma garrafa de vinho e fica só um pouco mais alegre? É difícil acreditar, mas apenas agora a ciência começa a entender como e por que a droga mais antiga da civilização suscita efeitos tão diferentes nos seres humanos.

São duas possíveis respostas. A primeira é genética. O psiquiatra Marc Schuckit, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, conduz uma pesquisa a respeito desde 1978. Ela mostra que os filhos de alcoólatras são os mais fortes candidatos ao alcoolismo. Mas a herança não pára por aí. Eles são também os que toleram melhor a bebida. “Só 5% dos descendentes de não-alcoólatras têm alta resistência ao álcool”, disse Schuckit à SUPER. “Já quando um dos pais é alcoólatra, o número de resistentes sobe para 40%.” Isso significa que não só a tendência ao vício, mas o tipo de reação ao álcool, pode estar inscrita no DNA. A segunda descoberta é bioquímica. Experiências com camundongos demonstraram que os bichos com maior ou menor quantidade de certas moléculas (batizadas de NPY e PKC-épislon) no organismo tendem a ingerir menos álcool.

Os novos conhecimentos abrem o caminho para que cada um descubra qual a quantidade de álcool adequada para si. Várias pesquisas sugerem que, na medida certa, a bebida pode fazer bem. “O uso moderado do álcool traz uma série de benefícios físicos e psicossociais”, afirma Archie Brodsky, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. “O álcool é o que se chama de lubrificante social ideal”, explicou à SUPER a psicobióloga Ana Regina Noto, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Sob seu efeito, os indivíduos interagem com os outros de uma forma gostosa, melhorando a qualidade da relação”, acrescenta a pesquisadora. Estudos realizados em mais de vinte países indicam que uma dose diária para mulheres e duas para homens diminuem os riscos de doenças do coração. A ciência leva em conta ainda outros fatores positivos no consumo moderado, como a redução do estresse e a melhora do humor, segundo Brodsky. “Como a Medicina passou a incluir a qualidade de vida nos condicionantes da saúde, o álcool deixou de ser tão malvisto”, diz ele. A sabedoria está em separar a porção que alivia daquela que envenena.

Gosto não se discute. Herda-se

Se você fica tonto só de cheirar um copo com bebida alcoólica, alegre-se. A ciência mostra que gente capaz de tomar todas e estar inteira no dia seguinte é justamente a que corre mais risco de se tornar dependente. E não é só isso. Descobriu-se também que os mais resistentes costumam ser filhos de alcoólatras. Essas conclusões fazem parte de um estudo superdetalhado do psiquiatra americano Marc Schuckit, da Universidade da Califórnia.

De acordo com estatísticas do governo americano, cerca de 8% da população dos Estados Unidos é vítima do alcoolismo. Entre filhos de alcoólatras, o número sobe para 40%. Quando pai e mãe são dependentes, a porcentagem é ainda mais assustadora: 60%. Segundo o psiquiatra, isso acontece mesmo quando o filho é criado por outra família, longe dos pais biológicos. Esse é um forte indicador de que a propensão ao alcoolismo é genética.

Foram esses dados que levaram Schuckit a testar como os filhos de alcoólatras seguravam a onda na hora de beber. Em 1978, ele conseguiu juntar dois grupos de homens. O primeiro alvo do estudo era formado por descendentes de dependentes. Eles tinham cerca de 20 anos e bebiam apenas socialmente. O segundo grupo era idêntico ao primeiro, exceto por um detalhe: ninguém tinha pai ou mãe alcoólatra. No total, nada menos que 453 pessoas.

Schuckit convidou a turma toda para tomar uns drinques (no máximo cinco doses), sob rigoroso acompanhamento científico. Não deu outra: 40% dos filhos de alcoólatras quase não sofriam os efeitos que atingem um indivíduo médio depois de cinco latas de cerveja. Conforme o esperado, a mesma resistência só apareceu em 5% dos filhos de não-alcoólatras. Dez anos depois, uma equipe de pesquisadores conseguiu localizar todo mundo outra vez. Só três homens não quiseram mais participar da pesquisa. Depois de entrevistas exaustivas, os dados finais confirmaram as suspeitas de Schuckit. Os maiores índices de alcoolismo estavam justamente entre o pessoal que, uma década antes, bebia, bebia e não sentia quase nada.

Resumo da ópera: quem, além de ser filho de alcoólatra, resiste bem à bebida está sob alto risco de alcoolismo. Atualmente, Schuckit está fazendo novo contato com os mesmos entrevistados (quatro morreram). “Entre outras coisas, vamos pesquisar os filhos deles para acompanhar a evolução da próxima geração”, explicou o cientista à SUPER.” (…)

Fonte: https://super.abril.com.br/saude/a-dose-certa/

Proposta de redação 20N27C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma carta para o deputado federal em quem você votou nas últimas eleições com ponderações sobre as propagandas de cerveja no Brasil no sentido de defender um posicionamento sobre a relação entre elas e o consumo cada vez mais precoce de bebidas alcoólicas no Brasil.

Proposta de redação 20N27D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um editorial sobre as principais razões que levam a sociedade brasileira em especial a ser tão conivente e mesmo estimuladora do consumo de bebidas alcoólicas a despeito do impacto negativo que isso impõe à saúde pública.

Instruções para as propostas de redação C e D:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.
  4. Nunca copie trechos dos textos motivadores.
  5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

Deixe uma resposta