Tema de redação 20N25 e sugestões de leitura – Migrações e refugiados (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagemhttps://de.reuters.com/news/picture/world-press-photo-awards-winners-idUKRTX27IDH

Nota: “World Press Photo of the Year and Spot News, 1st prize singles, World Press Photo Awards: Warren Richardson – Hope for a New Life. A man passes a baby through the fence at the Serbia/Hungary border in Roszke, Hungary, August 28, 2015. REUTERS/Warren Richardson via WPP”.

Estudos para o tema de redação 20N25

Palavras-chave – migrações, deslocamentos, apátridas, imigrações, refugiados, geopolítica, guerras, desastres naturais, crises.

Texto 20T95

Texto 20T96

Texto 20T97

https://www.nexojornal.com.br/grafico/2018/06/25/De-onde-saem-e-para-onde-v%C3%A3o-os-refugiados-segundo-a-ONU

Texto 20T98

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/06/02/O-perfil-dos-refugiados-no-Brasil-segundo-este-estudo

Tema de redação 20N25

Migrações e refugiados

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Um número recorde de refugiados e migrantes cruzam as fronteiras internacionais fugindo de conflitos, perseguições e da pobreza. Outros motivos são a escassez de mão de obra e profissionais qualificados assim como mudanças demográficas; muitos migrantes também deixam seus países de origem à procura de melhores oportunidades de vida.

Essas viagens não estão livres de perigos. Todos os dias, as manchetes de jornais e outros meios de comunicação informam sobre terríveis tragédias.  Aqueles que conseguem chegar a seus destinos, não raramente são recebidos com alguma hostilidade e intolerância.  De acordo com a ONU, um número reduzido de países aceita uma quantidade desproporcional de refugiados e requerentes de asilo, além de migrantes.

Uma outra preocupação é com a perda de vidas. Os grandes deslocamentos de populações têm como consequências para o panorama social, político e econômico.”

Fonte: https://news.un.org/pt/focus/migrantes-e-refugiados

Texto 02.

“Quem é Migrante?

Migrante é, pois, toda a pessoa que se transfere de seu lugar habitual, de sua residência comum, ou de seu local de nascimento, para outro lugar, região ou país. “Migrante” é o termo freqüentemente usado para definir as migrações em geral, tanto de entrada quanto de saída de um país, região ou lugar.

Quem é Refugiado?

De acordo com a Convenção de Genebra, refugiado é toda a pessoa que “temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode, ou em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país, ou que, se não tem nacionalidade e se encontra fora do país no qual tinha sua residência habitual, em consequência de tais acontecimentos não pode ou, devido ao referido temor, não quer voltar a ele”.

A partir de 1997, a legislação brasileira acrescenta uma nova situação, considerando refugiadas também “as vítimas de violação grave e generalizada dos direitos humanos” (art. 1º).

Assim REFUGIADOS são indivíduos reconhecidos:

  • pela Convenção de 1951, relativa ao Estatuto dos Refugiados;
  • pelo seu Protocolo de 1967;
  • pela Convenção da Organização da Unidade Africana que Rege os Aspectos Específicos dos Problemas dos Refugiados na África;
  • reconhecidos de acordo com o Estatuto de ACNUR;
  • que receberam formas complementares de proteção;
  • ou que gozam de “proteção temporária”.

Fonte: https://www.migrante.org.br/

Texto 03.

Quem é Apátrida?

Apátridas são todos os homens e mulheres (incluindo idosos, jovens e crianças) que não possuem vínculo de nacionalidade com qualquer Estado, seja porque a legislação interna não os reconhece como nacional, seja porque não há um consenso sobre qual Estado deve reconhecer a cidadania dessas pessoas.”

Fonte: https://www.acnur.org/portugues/wp-content/uploads/2018/02/Apatridia_Cartilha-informativa_ACNUR-2012.pdf

Texto 04.

“As autoridades gregas expressaram recentemente temores de um surto de covid-19 nas ilhas que abrigam vários milhares de requerentes de refúgio. O comentário do embaixador da Turquia nos Estados Unidos foi que evitar o alastramento do coronavírus nos campos para deslocados na Síria seria uma ‘missão impossível’.

Analistas advertem que parte da linguagem referente aos refugiados e à pandemia global possa ser uma política retórica ameaçando estigmatizar os que tentam escapar da guerra. ‘O perigo de que se vá instrumentalizar esse tópico está presente’, afirmou René Wildangel, especialista em políticas do Conselho Europeu de Relações Exteriores.

‘O debate [sobre permitir o afluxo de mais refugiados à Europa] já é muito divisório e polêmico. Quem tenha argumentos adicionais afirmando que [o afluxo] é perigoso provavelmente ajudará a desviar o discurso de maneira negativa.’

E enquanto a questão dos refugiados mais uma vez se transforma numa batata quente política, as precárias circunstâncias dos cerca de 12 milhões de migrantes que escaparam do conflito sírio em direção à Turquia e ao Oriente Médio faz soar o alarme quanto ao grau de preparação dos campos de refugiados da região para enfrentar o vírus.

Segundo o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) Hedinn Halldorsson, não há casos conhecidos nos campos da Síria. Porém todo o país tem ‘um sistema de saúde fragmentado, praticamente derrotado, portanto é claro que há enormes desafios’, explica.”

Fonte: https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-covid-19-ameaca-os-campos-de-refugiados/

Proposta de redação 20N25A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação sobre a quem ou a que instituições ou países interessam as sucessivas crises imigratórias de refugiados no século XXI.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N25B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Imigrantes e refugiados, um desafio humanitário no Brasil no século XXI.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

“Eles não entenderam por que escolhi um país tão violento e tão longe”, diz o sírio Abdulbaset Jarour, 25, sobre a reação dos parentes ao saberem que ele viria para o Brasil. Todos estavam cientes que não era esse o sonho de Jarour. Essas terras também não deviam estar nos planos de muitos europeus, orientais, africanos, haitianos e outros imigrantes. Mas todos aqueles que eram vítimas de algum horror ou tragédia, fossem refugiados ou não, viram aqui mais que a oportunidade de prosperidade longe de casa: vislumbraram a simples chance de sobrevivência. E essa salvação, mesmo em meio à destruição, pode vir com um mero carimbo diplomático. Foi esse aval burocrático, o “sim” para o pedido de asilo que havia sido recusado pelos “favoritos” Estados Unidos e Austrália, que tirou Jarour da guerra civil na Síria para colocá-lo no centro de São Paulo.

Foi também nessa pegada de “Brasil? Ah, tá valendo!” que o ex-secretário de Educação da Síria, Mowfaq Hafez, 70, salvou sua família. Ele reconheceu no convite de uma palestra um amigo de infância, Ahmadali Saifi, que havia emigrado para o Brasil em 1965 e prosperado como empresário. A dupla não se via desde quando eram colegas de escola no Líbano, mas Hafez não hesitou em pedir ajuda. Recebeu de Saifi passagens para vir com a família a São Paulo o quanto antes. A viagem foi feita no dia em que uma bomba destruiu a casa de Hafez. “Eu e minha família saímos com a roupa do corpo”, lembra o professor. Após uma tentativa de viver na Arábia Saudita, Hafez voltou ao Brasil no último dia 10. “Minha casa agora é o Brasil. Na Síria, tudo foi destruído”, afirma.

Iniciativas como a de Saifi, que também cede parte de seus imóveis para moradia de refugiados árabes, são comuns entre integrantes da comunidade sírio-libanesa de São Paulo. Na mesquita localizada em São Bernardo do Campo, uma vendinha foi montada para dar emprego a refugiados. Dois deles servem o shawarma, mais conhecido como churrasquinho grego, no corredor da mesquita. “O refugiado no Brasil se torna grupo de risco porque não há políticas públicas capazes de integrá-los na sociedade. Parece que o Brasil diz ‘seja bem-vindo’ apenas por educação”, reclama o xeque Jihad Hassan Hammadeh. Segundo ele, o sírio vem para o Brasil pela facilidade em conseguir visto. Há dois anos, o governo diminuiu a burocracia para quem foge da guerra. “O refugiado já chega com a dignidade afetada e, por isso, é altamente vulnerável”, afirma o xeque.

Você pode pensar que o religioso está exagerando. Mas há relatos na comunidade muçulmana de gangues árabes que atuam nos aeroportos para assaltar e aplicar golpes em estrangeiros que acabam de desembarcar sem falar a língua e sem saber para onde ir. Mas vamos além para ajudar a entender a necessidade de empatia por um ser humano nessa situação. Imagine sentir um medo voraz toda vez que ouvir fogos de artifício porque passou boa parte da vida fugindo de tiroteios. Imagine não conseguir comer carne porque se acostumou a ver dezenas de corpos esfaqueados rotineiramente jogados na rua de casa. Imagine ver sua irmã perder a perna em um bombardeio enquanto dirigia. Conseguiu imaginar? Então você acaba de se colocar na pele de um refugiado de guerra ou de um imigrante que vivia a realidade aterrorizante de um país como o Haiti, arrasado por governos corruptos e tragédias naturais. Esse cenário fez com que a quantidade de refugiados no Brasil dobrasse em dois anos – hoje são 8.400, segundo relatório da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). A entidade já havia alertado em 2013 sobre essa perspectiva com base em um crescimento vertiginoso de pessoas obrigadas a deixar seus países por causa de conflitos armados. Somente no primeiro semestre daquele ano foram contabilizadas 5,9 milhões de pessoas nessa situação – no ano anterior, 7,6 milhões haviam se tornado refugiados.

Mesmo assim, custou para os líderes da União Europeia, principalmente Alemanha e Reino Unido, darem os primeiros sinais de trégua na política anti-imigratória. A mudança começou na primeira semana de setembro. O motivo foi a repercussão da foto do menino sírio Aylan Kurdi, 3, encontrado morto em uma praia na Turquia. A criança foi uma das vítimas de um naufrágio – a família dele tentava fugir do horror imposto pelo Estado Islâmico na Síria, cuja população tem sido justamente a que mais tem recorrido ao Brasil. Só neste ano, o governo concedeu asilo a pouco mais de 400 sírios. No total, 2.077 vivem aqui de forma legal. Tudo isso dá a entender que fazemos jus à nossa fama de povo hospitaleiro para ajudar quem precisa, certo? Bom, mais ou menos, como disse o xeque Hammadeh. A projeção econômica do país, ainda que abalada pela atual crise, junto da vitrine propiciada pela organização de grandes eventos esportivos coroaram um processo de expansão diplomática, principalmente com a África. Hoje, Angola e Congo estão apenas atrás da Síria nos pedidos de refúgio no país. Tudo isso, porém, só ganhou força à medida que os destinos mais visados, como Europa e EUA, se tornaram mais rígidos em relação à entrada de imigrantes. (…)

Fonte: https://tab.uol.com.br/refugiados/

Proposta de redação 20N25C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Redija um relato sobre um futuro distópico em que você tenha sido obrigado a fugir do Brasil. Importante que a causa dessa fuga seja bem explicitada e que se relate as condições de vida do país em que você teve a condição de refugiado aceita.

Proposta de redação 20N25D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um editorial sobre os principais desafios de imigrantes e refugiados no Brasil para alcançar uma condição digna de sobrevivência.

Instruções para as propostas de redação C e D:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.
  4. Nunca copie trechos dos textos motivadores.
  5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

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