Tema de redação 20N12 e sugestões de leitura – sexismo (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fontehttps://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/05/20/quem-foi-a-maior-atiradora-da-2-guerra-mundial-que-recusou-ser-enfermeira.htm

Estudos para o tema de redação 20N12

Palavras-chave – Sexismo, machismo, feminismo, femismo, misandria, misoginia, preconceito, discriminação.

Texto 20T43

Texto 20T44

http://galimatias1000.blogspot.com/

Texto com contrapontos em relação ao vídeo “Sexismo” do Nerdologia.

Texto 20T45

Texto 20T46

Tema de redação 20N12

Sexismo

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Sexo biológico

É o aspecto físico do ser humano, que está diretamente relacionado à presença de um pênis ou uma vagina. Pediatras declaram, no momento do nascimento de um bebê, se ele é macho ou fêmea, levando em consideração a leitura visual do corpo da criança.

Gênero

Por muito tempo, “gênero” foi usado de forma errada como sinônimo de ‘sexo’. No entanto, gênero é uma construção sócio-cultural sobre o que se entende o que é masculinidade e feminilidade. O conceito do que ‘é de menina ou de menino’ surge na união de diversos fatores que determinam como cada gênero deve falar, deve se portar, por exemplo. No entanto, por ser uma leitura social, gênero é mutável.

Segundo os especialistas, gênero é, muitas vezes, confundido com identidade de gênero. Enquanto o primeiro é construção social, o segundo é como um indivíduo se entende como pessoa e como expressa quem é.

Orientação sexual

Não tem absolutamente nada a ver com os dois termos anteriores, mas ainda assim acaba sendo confundido com eles. Orientação sexual é como uma pessoa compreende e direciona o seu desejo sexual. Se é por um homem, uma mulher, por ambos ou para outras identidades de gênero.”

Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/06/27/entenda-a-diferenca-entre-sexo-biologico-genero-e-orientacao-sexual.htm

Texto 02.

“Na Grécia antiga, a diferença de gênero era explicada pela quantidade de calor atribuída, originalmente, a um único sexo biológico que reagiria de maneira mais perfeita, exteriorizando o aparelho reprodutivo no corpo de um homem, ou menos perfeita, deixando-o dentro do abdômen das mulheres. Essa ideia de inferioridade feminina atravessou os séculos, e nossos antepassados achavam que elas jamais conseguiriam atingir o nível de inteligência característico do sexo masculino.

Durante a Revolução Francesa, cujo lema era igualdade, liberdade e fraternidade, as mulheres lutaram ao lado dos homens e sua participação foi de fundamental importância para a conquista dos objetivos revolucionários. Vencida essa fase, porém, elas retomaram o lugar que ocupavam na sociedade, pois continuaram a ser consideradas incapazes para assumir responsabilidades cívicas e políticas.

Depois da Segunda Guerra Mundial, no século 20, vozes se levantaram contra o preconceito que a sociedade patriarcal e machista impunha às mulheres. Nos livros ‘O Segundo Sexo’, ‘A Mística Feminina’ e ‘A Mulher Eunuco’, as autoras Simone de Beauvoir, Betty Friedman e Germaine Gree, respectivamente, combateram a marginalização feminina e defenderam a igualdade entre os sexos.

Hoje, sabemos que felizmente há diferenças biológicas entre homens e mulheres, que aparecem logo nos primeiros anos de vida e levam cada um dos sexos a desenvolver determinadas aptidões. Muito se tem discutido se a menina gosta de bonecas e os meninos de jogar bola porque a educação e as atividades a que são expostos incentivam essa preferência. Embora seja uma questão polêmica, estudos mais recentes revelam que essas diferenças começaram a ser estabelecidas pela ação dos hormônios sexuais ainda dentro do útero materno. Não é só por fatores puramente culturais que a menina prefere as bonecas e os meninos, a bola e os carrinhos. Uma força biológica dentro deles orienta essas escolhas.”

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/diferencas-de-genero-entrevista/

Texto 03.

“Até onde as diferenças entre os gêneros no mercado de trabalho são percebidas? Segundo a pesquisa Mitos & Verdades, feita pelo grupo Mulheres do Varejo, homens e mulheres concordam que existem diferenças salariais conforme o gênero, além de preconceito contra a gravidez. Mas, para os entrevistados, trabalhadoras não precisam se esforçar mais para provar que têm talento.

Oito em cada dez homens concordaram que as mulheres sofrem preconceito no mundo corporativo quando engravidam e 65% acreditam que a gravidez dificulta a recolocação no mercado. Sete em cada dez responderam que existe diferença salarial por gênero. Entre as mulheres, os percentuais foram ainda maiores.

A percepção dos entrevistados bate com os registros oficiais do mercado de trabalho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres ganham 76,5% do salário dos homens.

Segundo Bruna Fallani, membro do comitê do Mulheres do Varejo, a percepção correta da realidade é importante para a promoção de mudanças. ‘Se os homens e mulheres estão alinhados e verbalizam que essas diferenças existem, precisamos começar a discutir’, diz.

Na pesquisa, 53% dos homens não acham que as mulheres precisam se esforçar mais para alcançar uma conquista profissional — bem menos que as entrevistadas: 85%. ‘Os homens não percebem esse esforço’, diz Bruna. ‘Eles enxergam como algo natural do comportamento feminino’.”

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Mercado/noticia/2019/03/homens-e-mulheres-concordam-o-preconceito-faz-elas-ganharem-menos.html

Texto 04.

sexismo

Significado de Sexismo

substantivo masculino

Atitude, discurso ou comportamento, que se baseia no preconceito e na discriminação sexual: a exaltação exagerada do masculino ou do feminino é uma forma de sexismo.

Etimologia (origem da palavra sexismo). Sex(i) + ismo.

Fonte: https://www.dicio.com.br/sexismo/

Proposta de redação 20N12A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação em que você se posicione sobre se um dia o sexismo nas relações sociais, profissionais, familiares, etc., será totalmente superado.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N12B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A promoção da igualdade de gênero e o combate ao sexismo no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Desigualdade entre homens e mulheres no trabalho quase não caiu em 27 anos, diz OIT

Em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com relação a 1991.

Por Agência EFE

06/03/2019 15h46

A lacuna de gênero no trabalho quase não diminuiu nos últimos 27 anos e, em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com relação a 1991, apontou nesta quarta-feira (6) a Organização Mundial do Trabalho (OIT).

Participação das mulheres no mercado de trabalho segue menor que a dos homens

Esse resultado vem após um estudo recente e que evidenciou que 70% das mulheres preferem ter um emprego do que ficar em casa, algo com o que, além disso, 66,5% de homens estão de acordo.

“Já não se pode afirmar de maneira crível, em nenhuma região e nem com relação a nenhum grupo social, que as diferenças quanto a emprego entre homens e mulheres acontecem porque as mulheres não querem trabalhar fora do lar”, disse a chefe da Área de Gênero, Igualdade e Diversidade da OIT, Shauna Olney, em entrevista coletiva.

Mães são as mais afetadas

As mais afetadas pela desigualdade são as mulheres com filhos menores de seis anos, que sofrem com o que chamou de “penalização profissional da maternidade”.

Segundo os últimos dados, em dez anos a diferença entre as mulheres sem filhos pequenos e as mulheres com filhos menores de seis anos que trabalham passou de 5,3% a 7,3%, sendo a principal razão para isso o aumento da presença das mulheres do primeiro grupo no mercado de trabalho.

A penalização da maternidade não se limita ao acesso a um emprego, mas segue as mulheres durante grande parte de sua trajetória profissional e dificulta suas possibilidades de chegar a postos de liderança, segundo a OIT.

Isso é demonstrado com fatos, já que apenas 25% dos cargos de gerentes com filhos menores seis anos são ocupados por mulheres, enquanto a proporção de mulheres em cargos diretivos aumenta para 31% se não tiverem filhos pequenos.

A OIT, além disso, estabeleceu em um recente relatório que em nível mundial persiste uma diferença de remuneração de 20% entre homens e mulheres, uma realidade da qual não se salvam nem os países considerados mais evoluídos na matéria.

Paridade de oportunidades

A Islândia é o único que alcançou plena paridade nas oportunidades de trabalho para homens e mulheres, mas ainda não conseguiu igualdade de remunerações, por isso que o Governo anunciou medidas concretas para acabar com a lacuna salarial no próximo ano.

Com esse fim, o governo tomou diversas medidas que vão desde a certificação de empresas que pagam por igual a homens e mulheres que realizam um trabalho de valor similar ao estabelecimento de um sistema para que as firmas privadas prestem contas a respeito.

Outro aspecto que preocupa a OIT é que a rentabilidade da educação obtida pelas mulheres – em termos de emprego – é menor que para os homens. Em nível mundial, 41,5% das mulheres com título universitário não trabalham, enquanto no caso dos homens são apenas 17,2%.

Além da penalização da maternidade, as mulheres são prejudicadas por serem as que assumem em geral o cuidado de pessoas dependentes, seja por velhice, doença ou incapacidade; assim como o trabalho doméstico.

A diretora do Departamento sobre Condições de Trabalho e Igualdade da OIT, Manuela Tomei, disse que para que isto mude não é suficiente apenas eliminar tudo aquilo que faz possível a discriminação e o estabelecimento de regras de cumprimento voluntário, os países devem se dotar de leis específicas que garantam não só a igualdade de tratamento e de oportunidades, mas igualdade de resultados, elementos que também deveriam estar incluídos nos convênios coletivos.

“Quando isto é deixado à vontade das empresas, o impacto que tem é limitado”, afirmou Tomei.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2019/03/06/desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-trabalho-quase-nao-caiu-em-27-anos-diz-oit.ghtml

Proposta de redação 20N12C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma carta aberta a fim de posicionar-se sobre o sexismo em sociedade. O texto será publicado em uma rede social como resposta a um desafio feito por amigos a respeito da necessidade de as pessoas posicionarem-se a respeito desse tema.

Proposta de redação 20N12D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um editorial sobre as principais medidas a serem implementadas em empresas privadas para a superação do sexismo no mercado de trabalho.

Instruções para as propostas de redação C e D:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

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