Tema de redação 20N06 e sugestões de leitura – drogas (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte: .Oliva, Viktor (1861-1928) pintor e ilustrador checo – 1901 – O bebedor de absinto.

Estudos para o tema de redação 20N06

Palavras-chave – drogas, entorpecentes, tóxicos, drogas lícitas, drogas ilícitas, medicalização da vida, hipocondria, crime organizado, legalização das drogas, descriminalização.

Texto 20T19

Texto 20T20

Texto 20T21

Scicast #36: Drogas

Texto 20T22

http://anticast.com.br/2017/05/salvomelhorjuizo/smj-48-historia-do-probicionismo/

Tema de redação 20N06

Drogas

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Os dados obtidos pelo 3  Levantamento estão disponíveis no Repositório Institucional da Fiocruz (Arca), em acesso aberto. Os resultados revelam, por exemplo, que 3,2% dos brasileiros usaram substâncias ilícitas nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,9 milhões de pessoas. Esse percentual é muito maior entre os homens: 5% (entre as mulheres fica em 1,5%). E também entre os jovens: 7,4% das pessoas entre 18 e 24 anos haviam consumido drogas ilegais no ano anterior à entrevista.

A substância ilícita mais consumida no Brasil é a maconha: 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos já a usaram ao menos uma vez na vida. Em segundo lugar, fica a cocaína em pó: 3,1% já consumiram a substância. Nos 30 dias anteriores à pesquisa, 0,3% dos entrevistados afirmaram ter feito uso da droga.

Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas entre 12 e 65 anos relataram ter feito uso de crack e similares alguma vez na vida, o que corresponde a 0,9% da população de pesquisa, com um diferencial pronunciado entre homens (1,4%) e mulheres (0,4%). Nos 12 meses anteriores ao levantamento, o uso dessa droga foi reportado por 0,3% da população. O relatório da pesquisa destaca, porém, que esses resultados devem ser observados com cautela, uma vez que o inquérito domiciliar não é capaz de captar as pessoas que são usuárias e não se encontram regularmente domiciliadas ou estão em situações especiais, como por exemplo vivendo em abrigos ou em presídios.”

Fonte: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-revela-dados-sobre-o-consumo-de-drogas-no-brasil

Texto 02.

“O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou nesta quarta-feira, Dia Mundial contra o Abuso de Drogas, seu relatório com dados sobre o consumo de substâncias no mundo. De acordo com a pesquisa, em 2017, 271 milhões de pessoas usaram drogas no ano anterior. É o equivalente a 5,5% da população mundial entre 15 e 64 anos.

O dado é semelhante ao de 2016, porém representa um aumento de 30% com relação ao número de usuários de drogas em 2009. Segundo a ONU, isso se explica tanto pelo crescimento de 10% da população mundial na faixa etária entre 15 e 64 anos, quanto pelo crescente uso de opióides na África, na Ásia, na Europa e na América do Norte em comparação com 2009.

Para o pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Renato Filev, o aumento de 30% no número de usuários de drogas nos últimos dez anos acompanha, além do próprio aumento populacional, uma série de outras transformações.

— De dez anos para cá, mais países passaram a liberar substâncias e mais pessoas passaram, também, a se assumirem usuários com menos medo de serem estigmatizadas por isso — avalia Filev, biomédico e doutor em Neurociência. — O crescimento ainda acompanha o aumento dos registros de consumo por países que, antes, podiam subnotificar isso, por falta de pesquisas, por exemplo.

Embora a maconha seja a substância mais consumida globalmente — cerca de 188 milhões de pessoas no mundo usaram a cannabis em 2017 —, a ONU dá ênfase ao que chama de “crise de overdose de opiáceos sintéticos na América do Norte”, que atingiu novos patamares.”

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/no-dia-mundial-contra-abuso-de-drogas-relatorio-da-onu-mostra-que-numero-de-usuarios-cresceu-30-nos-ultimos-dez-anos-23766057

Texto 03.

“A prevenção e o tratamento continuam insuficientes em muitas partes do mundo. Por ano, apenas uma em cada sete pessoas com transtornos decorrentes do uso indevido de drogas recebe tratamento.

O dado impressiona particularmente no ambiente prisional. O relatório deste ano traz uma análise aprofundada do uso de drogas e suas consequências adversas para a saúde em ambientes prisionais. A pesquisa sugere que a prevalência de infecções, como HIV, hepatite C e tuberculose ativa, e os riscos relacionados a elas são desproporcionalmente maiores entre as populações prisionais do que na população em geral – em particular, entre aqueles que injetam drogas na prisão.

Cinquenta e seis países relataram que forneceram terapia de substituição de opioides em pelo menos uma prisão em 2017, enquanto 46 países relataram não ter essa opção de tratamento em ambientes prisionais. Os programas de distribuição de seringas e agulhas estão disponíveis em proporção bem menor nos sistemas prisionais: 11 países relataram sua disponibilidade em pelo menos uma prisão, mas 83 países confirmaram não possuir tais programas.

O relatório mostra que as intervenções efetivas de tratamento, baseadas em evidências científicas e alinhadas com as obrigações internacionais de direitos humanos, não estão tão disponíveis ou acessíveis como precisam estar. A publicação aponta que os governos nacionais e a comunidade internacional precisam intensificar as intervenções para resolver essa lacuna.”

Fonte: https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2019/06/relatrio-mundial-sobre-drogas-2019_-35-milhes-de-pessoas-em-todo-o-mundo-sofrem-de-transtornos-por-uso-de-drogas–enquanto-apenas-1-em-cada-7-pessoas-recebe-tratamento.html

Proposta de redação 20N06A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

O consumo de drogas na civilização humana remete há Pré-História, em função disso há diversas ciências que procuram compreender por que a humanidade parece tão afeita a entorpecer-se especialmente quando consideradas as drogas ilícitas e as lícitas consumidas de forma abusiva. Diante disso, faça uma dissertação argumentativa em que você argumente em favor de uma explicação sobre o porquê o homem abusa de drogas variadas há milênios.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N06B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Drogas como problema social e de saúde pública no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Drogas: o problema está dentro da lei

EDUARDO MARINI, 24 DE MAIO DE 20190

Um estudo profundo, divulgado em abril pelo Instituto Casa da Democracia e portal The Intercept, recolocou em cena uma das questões mais delicadas e de difícil enfrentamento no ambiente da Educação: o consumo de álcool, cigarro e drogas ilícitas por adolescentes e jovens estudantes brasileiros.

O 3º Levantamento Nacional Domiciliar sobre o Uso de Drogas, contratado por licitação junto à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por R$ 7 milhões no governo Dilma Rousseff, entregue no final de 2016, no período de Michel Temer, e jamais publicado pela Secretaria Nacional de Política de Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, responsável pela encomenda, traz a maior radiografia da história do país sobre consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e substâncias ilegais por adolescentes e jovens entre 12 e 17 anos e adultos dos 18 aos 65 anos.

Os pesquisadores ouviram 16.273 pessoas em 351 municípios dos 26 estados e do distrito federal. Utilizaram a base metodológica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, do IBGE. Uma amostra duas vezes maior, por exemplo, do que a adotada no último grande estudo nacional, feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, o Cebrid. O que permitiu incluir, pela primeira vez, padrões de consumo de zonas rurais e regiões de fronteira. As drogas envolvidas no 3º Levantamento são as lícitas álcool, tabaco industrializado e não industrializado; e as ilícitas maconha, haxixe ou skank, cocaína em pó, crack e similares, solventes, ecstasy/MDMA, ayahuasca (cujo consumo não é ilícito), LSD, quetamina, heroína, estimulantes e anabolizantes.

Os resultados levam a duas conclusões gerais. A primeira: apesar da necessidade de atenção contínua e de políticas públicas e educacionais eficientes, mesmo porque qualquer fração pequena de percentual de consumo significa algo considerável diante de 215,2 milhões de habitantes, o Brasil, ao contrário do defendido por alguns setores políticos, sociais e religiosos nos últimos anos, não vive uma epidemia de consumo de drogas ilícitas. A segunda: o problema principal, que demanda maior atenção, esforço e investimentos, continua a ser exatamente o consumo pela molecada do que é lícito socialmente, ou seja, álcool e tabaco, tanto para o período dos 12 aos 17 anos quanto para qualquer outra faixa etária, apesar da proibição legal de venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos em todo o país.

A avaliação fria do volume de números e estatísticas mostramos que os percentuais de consumo de todas as drogas ilícitas no Brasil se estabilizaram e, em alguns casos, caíram. Mas nem por isso o combate deixa de merecer apoio, mobilização e até investimentos compatíveis com a dimensão desta parte do problema. “O estudo epidemiológico da Fiocruz é robusto e não mostra epidemia. Agora, 1% da população tendo relatado uso de crack pelo menos uma vez na vida é relevante, chama a atenção”, diz o psiquiatra Luiz Fernando Tófoli, da Unicamp. Fato: projetada sobre a população brasileira, são 2,15 milhões de pessoas, número equivalente ao da soma dos habitantes das cidades de Salvador e Juiz de Fora. Claro que nem todos se tornaram dependentes. Mas, diante da capacidade brutal de geração de vício da substância, muitas vezes até a partir do primeiro uso, não é difícil imaginar que uma parte importante deste grupo tornou-se dependente. Raciocínio semelhante pode ser feito em relação à cocaína, consumida ao menos uma vez na vida por 3,1% da amostra, ou cerca de 6,6 milhões de brasileiros. Embora não produza dependência como na velocidade estonteante do crack, a cocaína envolveu, até agora, um volume de pessoas três vezes maior.

No outro pilar do estudo, o uso do álcool, incentivado, entre outras coisas, pela publicidade cosmética e a alta facilidade de compra, cresce em ritmo pequeno, mas constante, entre a população, e de forma um pouco mais acelerada entre meninos e meninas na faixa dos 12 aos 17 anos. “Quinze a cada cem brasileiros que começam a beber socialmente se tornarão dependentes do álcool no Brasil. No caso da maconha, é mais ou menos a metade – e, cientificamente, podemos dizer que causa dependência psicológica, algo negativo, é claro, mas bem mais fácil de tratar, e ainda não comprovadamente física”, explica a Educação o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, doutor em Psiquiatria pela Unifesp e integrante da International Association for Analytical Psychology. (…)

Fonte: https://revistaeducacao.com.br/2019/05/24/drogas-alcool/

Proposta de redação 20N06C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma notícia a partir da transposição dos dados e informações que constam no texto motivador para esse gênero textual.

Proposta de redação 20N06D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça um artigo de opinião em que você opine sobre quais são os principais empecilhos para o combate eficiente da dependência química no Brasil.

Instruções para as propostas de redação C e D:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

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