Tema de redação 20N05 e sugestões de leitura – desastres ambientais (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fontehttps://www.abcdoabc.com.br/santo-andre/noticia/exposicao-fotografica-aborda-desastre-ambiental-mariana-64136

Crédito: Ana Stoppa

Estudos para o tema de redação 20N05

Palavras-chave – desastres ambientais, desastres naturais, ecologia, acidentes, mineração, vazamento, barragens, petróleo, queimadas, ciência, anticientificismo, mudanças climáticas.

 

Texto 20T15

Texto 20T16

Texto 20T17

#057 Mineração, Meio Ambiente e Brumadinho

Texto 20T18

https://super.abril.com.br/sociedade/como-catastrofes-naturais-afetam-a-saude-mental/

Tema de redação 20N05

Desastres ambientarias

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Desastres podem ser facilmente relacionados com fenômenos inesperados e conseqüências indesejadas. Esses dois aspectos constituem as duas características principais do conceito de desastre, seja por gerar impactos sobre infra-estruturas físicas e socioeconômicas de uma cidade, seja, por exemplo, em danos causados na produção e escoamento agrícolas em áreas de caráter rural.

Além das características de inesperado e indesejado, uma terceira característica parece tradicionalmente acompanhar o conceito de desastre: a velocidade com que os danos ocorrem e os impactos se confirmam. Se, todavia, perda de vidas, perda material e constituição de barreiras para a continuidade das relações sociais e atividades econômicas constituem as características mínimas para a confirmação de um desastre (o que por sua vez, é antecedido por uma situação de risco), não são suficientes. O fato de tais eventos ocorrerem em curto espaço de tempo, ou seja, provocando danos de modo imediato, também deve ser considerado, uma vez que se relacionam diretamente com o sucesso de ações de socorro, mitigação e mesmo de reconstrução. O fenômeno da velocidade em que um acidente ocorre e que seus impactos se façam sentir é aqui valorizado, acreditando-se que pode até mesmo influenciar na resposta de comunidades externas a esse mesmo acidente na prestação de ajuda aos afetados. Tal valorização se justifica pela importância da forma como um desastre é incorporado pela mídia e pela sua capacidade de sensibilizar agências e indivíduos doadores.” (“Dos conceitos de acidentes naturais e antrópicos e suas correlações sóciodemográficas: o caso do Estado do Paraná”, Clovis Ultramari, Denis A. Rezende e Rodrigo Firmino)

Fonte: http://www.abep.org.br/~abeporgb/publicacoes/index.php/anais/article/download/1802/1761

Texto 02.

“O rompimento de barragem da mineradora Vale (VALE3), na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a pouco mais de três anos da tragédia envolvendo a Samarco (joint venture entre a mineradora brasileira e a BHP Billiton) em Mariana, trouxe à tona mais uma vez o debate sobre prejuízos socioambientais causados pela atividade de mineração e suas fragilidades regulatórias no Brasil. A despeito da magnitude, para especialistas essa era mais uma tragédia anunciada.

Até o quinto dia de buscas por vítimas e sobreviventes em Brumadinho, município na zona metropolitana de Belo Horizonte, foram contabilizadas 65 mortes e 279 desaparecidos pelas autoridades. Desde sexta-feira (25), 192 pessoas foram localizadas e resgatadas, mas, com o passar do tempo, as chances de novos salvamentos diminuem.

O número de mortos já supera os 19 registrados no caso do rompimento da barragem do Fundão, que destruiu os distritos mineiros de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira em novembro de 2015. O desastre em Mariana deixou milhares de pessoas desalojadas e um impacto ambiental jamais visto no país. O mar de lama atingiu 39 municípios nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e depositou rejeitos de minério por 650 km de rios importantes da região, até a foz do Rio Doce.

Apesar disso, críticos veem pouco avanço no sentido de minimizar riscos socioambientais da atividade mineral. Além de Brumadinho, outras barragens apresentam situação preocupante.

Um relatório da ANA (Agência Nacional de Águas), divulgado em novembro, listou ao menos 45 barragens vulneráveis com potencial risco de rompimento. Embora o órgão não seja o responsável pela avaliação de barragens de rejeitos – caso da que rompeu e provocou um novo pesadelo em Minas Gerais –, não há indicativos de situação mais favorável neste caso. O órgão informou que apenas 3% das barragens brasileiras (o equivalente a 780) foram fiscalizadas em 2017. Dentre elas, 211 foram avaliadas pela ANM (Agência Nacional de Mineração).”

Fonte: https://www.infomoney.com.br/politica/de-mariana-a-brumadinho-como-a-tragedia-se-repete-3-anos-depois-e-o-que-mudou-de-la-para-ca/

Texto 03.

“Os primeiros resultados dos estudos do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR), da Universidade Federal do Ceará, sobre o vazamento de óleo na costa nordestina do Brasil, ocorrido em 2019, apontam que o derramamento possui extensão de mais de 3 mil quilômetros de costa, fazendo desse o mais severo desastre ambiental já registrado em oceanos tropicais do planeta.

As análises estão em dois artigos publicados, nessa quinta-feira (9), na Science, uma das maiores e mais importantes revistas científicas do mundo. No primeiro artigo, intitulado ‘Brazil oil spill response: time for coordination’, os pesquisadores do LABOMAR calculam que o óleo atingiu mais de 40 unidades de conservação.

Além disso, houve impacto, ainda não mensurado, em uma grande diversidade de ambientes e ecossistemas marinhos e costais, como praias, manguezais, estuários, bancos de gramas marinhas, bancos de algas calcárias e recifes de corais.

Um dos autores do artigo, o Prof. Marcelo Soares, do LABOMAR, ressalta que o detalhamento dos impactos ainda deve ocorrer, mas alguns deles já podem ser percebidos. ‘Os mais relevantes são a contaminação a longo prazo de ecossistemas tropicais, perda de biodiversidade, insegurança alimentar de comunidades, perdas econômicas de pescadores artesanais, danos psicológicos às comunidades afetadas e danos às unidades de conservação’, diz.

O artigo aponta ainda que uma resposta rápida para combater os efeitos do óleo foi ‘quase impossível’ por conta de uma falha na ação governamental, sendo percebida uma baixa coordenação de ações com as organizações não governamentais, as forças militares, a sociedade civil e os estados e municípios atingidos.”

Fonte: http://www.ufc.br/noticias/14157-vazamento-de-oleo-foi-o-mais-severo-desastre-ambiental-em-oceanos-tropicais-aponta-estudo-publicado-na-science

Proposta de redação 20N05A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Faça uma dissertação sobre as relações entre a ocorrência de desastres ambientais e a quase total ruptura entre decisões e posturas de políticos brasileiros em relação a esse assunto e as pesquisas científicas mais recentes sobre as causas, as consequências e como evitar esses eventos.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N05B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os desafios de evitar e de lidar eficientemente com desastres ambientais no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

 

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Meio ambiente teve o pior ano de sua história no Brasil

País sofreu com desastre da Vale em Brumadinho, desmatamento da Amazônia, óleo no Nordeste e fogo no Pantanal

Ana Lucia Azevedo

30/12/2019 – 04:30 / Atualizado em 30/12/2019 – 08:04

RIO — Para o meio ambiente, 2019 ficará marcado na História como o ano em que o Brasil trocou o verde e amarelo das florestas e o azul e branco dos mares pelo marrom da lama de Brumadinho, o cinza das queimadas na Amazônia e no Pantanal e o preto do óleo que cobriu as praias do Nordeste e parte do Sudeste. Nenhum outro ano registrou tamanha sucessão de desastres ambientais no país.

A barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), rompeu em 25 de janeiro, arrasou o Rio Paraopeba e amplificou em perdas de vidas humanas a tragédia de Mariana, em 2015. Há 270 mortos, destes 13 permanecem desaparecidos.

A partir de maio, o desmatamento da Amazônia aumentou sem controle. O mundo viu o resultado nas chamas das queimadas, cuja fuligem escureceu o céu de São Paulo em agosto, e nos números oficiais do Inpe. O instituto detectou o maior índice de devastação da floresta das últimas duas décadas — um avanço de 29,5%, em apenas um ano, atingindo 9.762 km².

Agosto também viu chegar o óleo nas praias da Paraíba. Em dezembro, ainda havia registros. No maior desastre em extensão com óleo do país, todo o Nordeste, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro foram atingidos. Mais de 3 mil quilômetros de litoral foram afetados.

No segundo semestre, enquanto o óleo poluía o litoral nordestino, outro patrimônio natural brasileiro, o Pantanal, ardia em chamas. O bioma registrou o maior número de focos de fogo (9.997) dos últimos 14 anos, um aumento de 492% em relação a 2018, segundo o Inpe.

E 2019 deixa para 2020 sua herança maldita. Brumadinho, como Mariana, permanece impune. A devastação continua nas alturas na Amazônia. A derrubada da floresta entre agosto e novembro, que não foi incluída no último levantamento do Inpe, foi 100% maior do que no mesmo período de 2018. O óleo continua um mistério, e o país ainda não definiu um plano de contingência para desastres desse tipo. O ano é novo. Mas já nasce com problemas velhos.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/meio-ambiente-teve-pior-ano-de-sua-historia-no-brasil-24164014

Proposta de redação 20N05C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um relato sobre como desastres ambientais podem prejudicar mesmo a vida de pessoas que não foram diretamente atingidas por eles.

Proposta de redação 20N05D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma carta de solicitação para o prefeito de sua cidade com o intuito de ser informado como cidadão e como eleitor dele sobre quais são os planos de contenção de desastres ambientais com os quais a cidade pode contar para evitar ou para atenuar um evento desse tipo.

Proposta de redação 20N05E – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma artigo de opinião sobre quais seriam os melhores planos de contenção e gestão de desastres ambientais que deveriam ser adotados pelas autoridades brasileiras.

Instruções para as propostas de redação C, D e E:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

 

 

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