Tema de redação 20N01 e sugestões de leitura – direitos humanos (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte: https://www.vitorteixeiracartoons.com/

Estudos para o tema de redação 20N01

Palavras-chave – direitos humanos, Declaração Universal dos Direitos Humanos, direitos fundamentais, ONU.

 

Texto 20T1

Texto 20T2

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/21/opinion/1545403698_339501.html

Texto 20T3

Tema de redação 20N01

Direitos humanos

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.”

Fonte: https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/

Texto 02.

“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”

(Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948)

Texto 03.

“Assim como a expressão ‘pessoa humana’, a expressão ‘direitos humanos’ também tem sido tema de grande debate, ao longo do tempo. Há autores que entendem que direitos humanos e direitos fundamentais são nomenclaturas sinônimas, mas a maioria concorda que existam diferenças conceituais. Falar em direitos fundamentais, simplesmente, elimina da expressão a importância das lutas que ocorreram para situar os direitos humanos em sua perspectiva histórica, social, política e econômica, no processo de transformação da civilização. Além disso, direitos humanos traz, no seu bojo, a ideia de reconhecimento e de proteção, que direitos fundamentais não contêm, uma vez que são apenas as inscrições legais dos direitos inerentes à pessoa humana. Os direitos humanos não foram dados, ou revelados, mas conquistados, e muitas vezes à custa de sacrifícios de vidas.” (Ricardo Castilho, jurista)

Texto 04.

“A educação em direitos humanos é uma parte integral do direito à educação e está ganhando cada vez mais reconhecimento como um direito humano em si. O conhecimento sobre os direitos e as liberdades é considerado uma ferramenta fundamental para garantir o respeito pelos direitos de todos. O trabalho da UNESCO na área de educação em direitos humanos é orientado pelo Programa Mundial para a Educação em Direitos Humanos.

A educação deve envolver valores como paz, não discriminação, igualdade, justiça, não violência, tolerância e respeito pela dignidade humana. A educação de qualidade com base na abordagem dos direitos humanos significa que esses direitos são implementados ao longo de todo o sistema de ensino e em todos os ambientes educacionais.”

Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/social-and-human-sciences/human-rights/

Proposta de redação 20N01A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação argumentativa em que você responda as perguntas abaixo:

Direitos humanos para quê e para quem?

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N01B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Respeito aos direitos humanos no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Direitos humanos para que te quero

“Há pessoas morrendo de todas as formas e, junto com elas, suas famílias. Cabe a nós, como sociedade, buscarmos explicações para esses crimes quando elas não existem”

Por Congresso Em Foco sobre Rio de Janeiro Em 04 abr, 2019 – 13:32 Última Atualização 04 abr, 2019 – 14:00

Fabiana Bentes

 

Adotada e proclamada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem como eixo principal a preservação da dignidade humana, independente de raça, credo, condição econômica, local de nascimento, orientação sexual, gênero, origem, opinião política ou de outra natureza, sem dar espaço a qualquer tipo de extremismo, intolerância ou ideologia antidemocrática, três condições que, naturalmente, violam a Declaração.

Os Direitos Humanos são para todos e são a garantia de que eu, você ou qualquer pessoa dentro ou fora da sua rede de relacionamento não soframos violações que atentem contra a dignidade humana. E para todo direito há deveres. Um deles, expresso no Artigo 29, item 2 da Declaração, é a proteção à vida de terceiros: “No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática”.

Entretanto, mais de 60vmil pessoas foram assassinadas em 2016 e apenas 8%** desses homicídios foram elucidados. Assistimos, desta forma, diariamente, ao dilaceramento de famílias, à privação do futuro de milhares de pessoas e ao fortalecimento da impunidade com quase uma “salvaguarda” para o próximo criminoso. Banalizamos o assassinato de forma tão assustadora que transformamos as vítimas como simples números, isso quando não são esquecidas, desprezadas nas ruelas das comunidades. Há pessoas que morrem como se nunca tivessem nascido. Há pessoas mortas por facadas, estrangulamentos, armas de fogo, violência sexual. Há pessoas morrendo de todas as formas e, junto com elas, suas famílias. Cabe a nós, como sociedade, buscarmos explicações para esses crimes quando elas não existem. Assassinos não são pobres coitados que não sabem o que estão fazendo. O ato de matar alguém é fruto de uma decisão pessoal. O desprezo pela vida, consumado no pior de todos os crimes, contamina a sociedade. Os assassinatos são cometidos por pessoas que confiam na “proteção da impunidade”. Quando alguém mata uma pessoa afundamos em dignidade, nossos direitos são violados indiretamente mas, mesmo assim, já não nos damos conta que a cada vítima, tal como um coro uníssono, dizemos: “mais um morreu” e continuamos nosso dia dia.

Quando alguém tira uma vida, quem define a punição é a Justiça. Essa é a regra em qualquer país signatário da Declaração Universal de Direitos Humanos. Punir é a resposta constitucional. É a reafirmação de que não vivemos em uma sociedade em que se pode fazer tudo. A violação ao mais fundamental dos direitos humanos, o direito à vida, fica impune no Brasil em mais de 90% dos casos. Chama atenção o Artigo 3.º da Declaração: “todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. E o que de fato estamos fazendo para proteger a vida? É necessária uma autocrítica de cada um de nós, cidadãos brasileiros, dentro do mais profundo pensamento, o que quer dizer uma pessoa assassinada quando se lê no jornal? Para você é apenas mais um ou provoca a mais profunda empatia com a dor alheia?

É preciso resgatar a essência da Declaração Universal dos Direitos Humanos e reforçar que toda e qualquer sociedade democrática tem como eixo principal a preservação da vida, e essa preservação vem acompanhada da legislação. Para quem assassinou, a punição da lei. Para os cidadãos de bem, a proteção da mesma lei.

Se não valorizamos a vida como essencial na nossa sociedade, não somos capazes de defender nada mais.

Fonte: https://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/forum/direitos-humanos-para-que-te-quero/

Proposta de redação 20N01C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um relato em que os direitos humanos sejam cruciais para uma melhora na vida das pessoas ou em que os direitos humanos sejam empregados ou ignorados de maneira a prejudicar a sociedade.

Proposta de redação 20N01D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Redija um artigo de opinião acerca de como estaria a civilização humana sem a existência de um documento como a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Instruções para as propostas de redação C e D:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
  8. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

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