Tema de redação 19EV02 – série especial – morte

Fonte: https://jusday.jusbrasil.com.br/artigos/485607529/uma-leitura-constitucional-do-direito-a-morte-com-dignidade

Texto 01.

“Há muito tempo, no Tibete, uma mulher viu seu filho, ainda bebê, adoecer e morrer em seus braços, sem que ela pudesse fazer nada. Desesperada, saiu pelas ruas implorando que alguém a ajudasse a encontrar um remédio que pudesse curar a morte do filho. Como ninguém podia ajudá-la, a mulher procurou um mestre budista, colocou o corpo da criança a seus pés e falou sobre a profunda tristeza que a estava abatendo. O mestre, então, respondeu que havia, sim, uma solução para a sua dor. Ela deveria voltar à cidade e trazer para ele uma semente de mostarda nascida em uma casa onde nunca tivesse ocorrido uma perda. A mulher partiu, exultante, em busca da semente. Foi de casa em casa. Sempre ouvindo as mesmas respostas. ‘Muita gente já morreu nesta casa’; ‘Desculpe, já houve morte em nossa família’; ‘Aqui nós já perdemos um bebê também.’ Depois de percorrer a cidade inteira sem conseguir a semente de mostarda pedida pelo mestre, a mulher compreendeu a lição. Voltou a ele e disse: ‘O sofrimento me cegou a ponto de eu imaginar que era a única pessoa que sofria nas mãos da morte’.

A morte pode ser vista como um mistério incompreensível. Ou como um absurdo inaceitável. A morte pode até ser tratada como um tabu. Mas, seja como for, aceitemos isso ou não, a morte é uma realidade inexorável. Por mais que queiramos nos esconder dela, deixar de existir é tão natural quanto existir. Na verdade, a morte é provavelmente a única coisa certa na sua existência ou na minha: é certo que todos nós vamos morrer um dia.”

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/a-historia-da-morte/

Texto 02.

Fonte: https://tab.uol.com.br/direito-morte/#imagem-2

Texto 03.

Tu? Eu?

Não morres satisfeito. A vida te viveu sem que vivesses nela. E não te convenceu nem deu qualquer motivo para haver o ser vivo.

A vida te venceu em luta desigual. Era todo o passado presente presidente na polpa do futuro acuando-te no beco. Se morres derrotado, não morres conformado.

Nem morres informado dos termos da sentença de tua morte, lida antes de redigida. Deram-te um defensor cego surdo estrangeiro que ora metia medo ora extorquia amor.

Nem sabes se és culpado de não ter culpa. Sabes que morres todo o tempo no ensaiar errado que vai a cada instante desensinando a morte quanto mais a soletras, sem que, nascido, more onde, vivendo, morres.

Não morres satisfeito de trocar tua morte por outra mais (?) perfeita. Não aceitas teu como aceitaste os muitos fins em volta de ti.

Testemunhaste a morte no privilégio de ouro de a sentires em vida através de um aquário. Eras tu que morrias nesse, naquela; e vias teu ser evaporado fugir à percepção. Estranho vivo, ausente na suposta consciência de imperador cativo.

Foste morrendo só como sobremorrente no lodoso telhado (era prémio, castigo?) de onde a vista captava o que era abraço e não durava ou se perdia em guerra de extermínio, horror de lado a lado.

E tudo foi a caça veloz fugindo ao tiro e o tiro se perdendo em outra caça ou planta ou barro, arame, gruta. E a procura do tiro e do atirador (nem sequer tinha mãos), procura, a procura da razão de procura.

Não morres satisfeito, morres desinformado.

Fonte: “A Falta que Ama”, Carlos Drummond de Andrade.

Proposta de redação 19EV02A – dissertação (USP, Unesp, Uniube, etc.)

Em uma dissertação argumentativa, posicione-se em relação à ideia de a morte ser em algum aspecto positiva para como as pessoas encaram a vida, os relacionamentos, o trabalho, etc. Como forma de estímulo para esse debate, considere o aforismo abaixo:

“O medo da morte nos força a viver – a nos relacionar, a procriar, a criar, a construir coisas que nos transcendam.” (Luce des Aulniers, socioantropóloga canadense)

Instruções para a dissertação:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2018: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 35 linhas (Uniube), etc. É imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 19EV02B – Outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça um relato em que seja abordado o que seria uma “boa morte” para você.

Proposta de redação 19EV02C – Artigo de opinião ou editorial- Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça um editorial sobre os principais tabus que atrapalham o saudável e necessário debate sobre a morte do qual a maioria das pessoas é tão carente.

Proposta de redação 19EV02D – carta argumentativa ou aberta – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça uma carta aberta a ser publicada em uma rede social sobre a necessidade de se discutir a morte como um processo natural da vida, e não como um fato a ser negado. Assine a carta como um profissional de saúde.

Instruções gerais:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, que são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato.
  4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

4.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

4.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

4.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

4.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

Instruções UFU:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
  8. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Deixe uma resposta