Redação – Tema 19N14 – desumanização das cidades (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU, Uniube e demais vestibulares.)

Tema de redação 19N14

Desumanização das cidades

Texto 01.

“O direito à cidade é um direito difuso e coletivo, de natureza indivisível, de que são titulares todos os habitantes da cidade, das gerações presentes e futuras. Direito de habitar, usar e participar da produção de cidades justas, inclusivas, democráticas e sustentáveis. A interpretação do direito à cidade deve ocorrer à luz da garantia e da promoção dos direitos humanos, compreendendo os direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais reconhecidos internacionalmente a todos.

O Estatuto da Cidade reforçou a importância dos planos diretores como principal instrumento de efetivação do direito à cidade e criou diversos institutos jurídicos e políticos, visando combater processos promotores das desigualdades urbanas, como parcelamento, edificação e utilização compulsórios. São esses institutos: o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo no tempo com desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública; o direito de preempção; o direito de superfície; a outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso; a transferência do direito de construir; e a operação urbana consorciada.”

Fonte: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8622/1/Direito%20%C3%A0%20cidade.pdf

Texto 02.

“O primeiro sinal do parentesco entre cidade e espírito surge na literatura. Com as metrópoles, no final do século 19, aparece uma lírica que absorve os temas e a forma fragmentária da própria cidade.

‘O sujeito poético se fragmenta, a enunciação se reveste de plena ambiguidade, o fluxo narrativo se torna descontínuo, a temática são as próprias condições de existência na metrópole’, escreve o historiador Nicolau Sevcenko.

A nova cidade faz surgir também ciências novas. A medicina mobiliza seu instrumental para a ‘higienização’. O olhar médico prescreve remédios para as cidades, não para os homens: saneamento básico, ambientes ventilados, cordões sanitários.

As ciências humanas colocam nas ruas os sociólogos, às voltas com o crescimento da miséria. Economistas buscam outros conceitos para a relação entre homem e trabalho, mediada por máquinas.

‘Os relatos de ambientes de trabalho nas fábricas e nas minas forneceram em parte o material para as conhecidas análises de Marx em ‘O Capital’ e se repetem infatigavelmente nos anos subsequentes’, afirma Maria Stella Bresciani.”

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/11/09/ilustrada/16.html

Texto 03.

“Inicialmente ridicularizada pelos tecnocratas do urbanismo moderno, ela nunca se deu por vencida, soube passar das ideias à ação e hoje é reivindicada, tendo sido citada até pelo presidente Obama. Jane Jacobs foi a primeira voz de resistência e participação cidadã ante os excessos de um urbanismo autoritário e desumanizado imposto de cima para baixo e que ainda hoje prefere as decisões fechadas, rápidas e sem consulta sobre as mudanças e obras que afetam a vida cotidiana de milhares de pessoas.

Em seu livro “Morte e vida das grandes cidades” (1961) resgata as ricas pré-existências da cidade multifuncional, compacta e densa onde a rua, o bairro e a comunidade são vitais na cultura urbana. “Manter a segurança da cidade é tarefa principal das ruas e das calçadas”. Para ela uma rua segura é a que propõe uma clara delimitação entre o espaço público e o privado, com gente e movimento constantes, quadras não tão grandes que conformem numerosas esquinas e cruzamentos de ruas; onde os edifícios tenham visão para as calçadas, para que muitos olhos a protejam. Ideias absolutamente inovadoras para sua época, como a mistura de usos, a densidade equilibrada, a proteção do patrimônio arquitetônico e urbano, a prioridade dos pedestres, as identidades dos bairros ou o cuidado ao projeto do espaço público são parte de um corpo doutrinário de enorme vigência.

Jacobs demonstra que antes de mudar uma cidade ou intervir nela é preciso conhecê-la a fundo, e isso implica entender onde está sua vitalidade, como os vizinhos a utilizam, o que apreciam nela, que atividades são realizadas nas ruas, como brincam as crianças, que parques são bons e por que são mais cheios que outros, quais são as boas dimensões e os porquês; em definitivo entendê-las e aprender a vivenciá-las. Para isso é preciso ir às ruas, falar com as pessoas, deduzir a maravilhosa teia de relações, vínculos e contatos que uma cidade cria entre seus habitantes. Seus textos são extraordinárias e minuciosas observações dessas relações e vivências.

Jacobs defende a densidade e a vida em comunidade, sustenta que ali está a cura da insegurança e a violência; conhecer o vizinho, criar redes, misturar-se com os diferentes, saudá-los, e voltar a sorrir no espaço público. Sua visão de mulher também será decisiva. Recuperar a vitalidade da rua é a chave de seus ensinamentos. A rua, diferente do que planeja Le Corbusier e o urbanismo moderno, não é um mero vazio para a mobilidade. A rua é para Jacobs uma autêntica e complexa instituição social onde desde crianças aprendemos a socializar e construir comunidade. Se a rua acaba por privilegiar o automóvel por sobre o pedestre, ela morre e inicia-se o fim da cidade.”

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/786817/jane-jacobs-e-a-humanizacao-da-cidade

Proposta de redação 19N14A – Dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, etc.

Escreva uma dissertação em que você defenderá quais são os princípios que poderiam tornar a cidade um lugar humanizado para todos os seus habitantes.

Instruções para a dissertação:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2018: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 35 linhas (Uniube), etc. É imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 19N14B – Outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um conto sobre uma cidade absolutamente humanizada do ponto de vista urbanístico e arquitetônico.

Proposta de redação 19N14C – Artigo de opinião ou editorial- Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Em um editorial, escreva sobre como a desumanização das cidades favorece determinados e pequenos grupos de moradores delas.

Proposta de redação 19N14D – carta argumentativa ou aberta – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma carta argumentativa para o prefeito de uma cidade a sua escolha com sugestões sobre como humanizá-la.

Instruções gerais:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, que são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato.
  4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

4.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

4.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

4.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

4.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

Instruções UFU:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
  8. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 19N14E – Dissertação -Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Como tornar as grandes cidades brasileiras mais humanizadas e democráticas?”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

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