Redação – Tema 19N06 – alimentação e saúde (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU, Uniube e demais vestibulares.)

Fonte: www.saborsonoro.com.br — Foto: Marcel Gussoni

Tema de redação 19N06

Alimentação e saúde

Texto 01.

“No Brasil, o direito à saúde e à alimentação são garantias constitucionais inseridas entre os direitos sociais. A alimentação adequada é um requisito básico para a promoção e a proteção da saúde, sendo reconhecida como um fator determinante e condicionante da situação de saúde de indivíduos e coletividades.

A alimentação e a nutrição, enquanto área temática no Ministério da Saúde, mas também como expressão de atores sociais historicamente involucrados no tema, participou ativamente das discussões da reforma sanitária e estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)2. Exemplo disto foi a 1a Conferencia Nacional de Alimentação e Nutrição, realizada em 1986, como desdobramento e em seguimento imediato da 8a Conferencia Nacional de Saúde. Essa conferência representou, por um lado, o engajamento da área de alimentação e nutrição na reforma sanitária e, por outro, lançou um conjunto de proposições que se tornaram referências permanentes em Segurança Alimentar e Nutricional.

Desta forma, a agenda de alimentação e nutrição tem sido proposta e defendida de forma transversal às demais ações de saúde, com formulação, execução e avaliação dentro das atividades e responsabilidades do sistema de saúde, mas com contornos e intersecções com o campo amplo e intersetorial da Segurança Alimentar e Nutricional.

Segundo a Lei Orgânica da Saúde, estão inclusas no campo de atuação do SUS a vigilância nutricional e a orientação alimentar1. A partir deste entendimento e compromisso inicial foi possível ir além e propor uma política específica para o tema, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), aprovada em 1999 e atualizada em 20115,6. Essa Política norteia a organização e a oferta da atenção nutricional, tendo como propósito a melhoria das condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira, mediante a promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis; a vigilância alimentar e nutricional; e a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição, contribuindo para a conformação de uma rede integrada, resolutiva e humanizada de cuidados.

Estando inserida ao longo dos trinta anos do SUS, essa agenda temática tem gradualmente superado uma posição marginal ou paralela ao sistema para outra com melhor entendimento de seu papel e protagonismo como componente essencial na atenção integral em saúde. Assim, apresenta-se como elo potente de articulação entre a saúde e outros setores relacionados ao Direito Humano à Alimentação Saudável (DHAA).”

Fonte: https://scielosp.org/article/csc/2018.v23n6/1829-1836/pt/

Texto 02.

“Carlos Augusto Monteiro é um dos mais importantes especialistas brasileiros em questões que tocam a relação entre alimentação e saúde. Médico, Monteiro é professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Ele faz parte do painel de especialistas em Nutrição NUGAG (Nutrition Guidance Expert Advisory Group) da Organização Mundial da Saúde, e também fez parte de duas forças-tarefa da Organização Panamericana de Saúde para eliminação das gorduras trans e para redução do consumo de sódio nas Américas.

Não fosse muito, ele também orientou uma pesquisa de largo alcance sobre fatores de risco de doenças crônicas entre os brasileiros realizada por meio de entrevistas telefônicas. O estudo foi tão bem-sucedido que inspirou o Ministério da Saúde a a criar o sistema Vigitel, que pesquisa a alimentação dos brasileiros de todas as capitais do país por meio de entrevistas telefônicas desde 2006. Mais recentemente, Monteiro participou da criação do Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde para melhorar a informação dos brasileiros sobre alimentação.

Em entrevista ao Museu do Amanhã, Carlos Monteiro fala sobre a alimentação dos brasileiros sob diversos ângulos. Para ele, uma alimentação saudável requer políticas públicas adequadas desde o cultivo dos alimentos até escolhas bem informadas dos cidadãos sobre o que vão comprar, o que vão colocar no prato. Monteiro tem fé na união entre políticas públicas e ações individuais para melhorar a qualidade da dieta do brasileiro – que, reforça, ainda não chegou a um patamar tão preocupante quanto nos Estados Unidos ou China. Mas a quantidade de pessoas doentes em decorrência da má alimentação aumenta no país e isto pode acarretar não apenas prejuízo em gastos públicos com a tratamentos hospitalares (em um país em que o Sistema Único de Saúde segue em processo de sucateamento crescente em favor das operadoras de plano de saúde privadas), mas também na queda da qualidade e expectativa de vida do brasileiro em geral.”

Fonte: https://museudoamanha.org.br/pt-br/entrevista-com-medico-carlos-monteiro-importancia-da-alimentacao-saudavel

Texto 03.

“Quando se trata de alimentação na infância, os cuidados devem ser redobrados. As crianças aprendem pelo exemplo e desenvolvem uma cultura gastronômica de acordo com o estilo de vida dos pais.

Nem todos os alimentos agradam ao paladar. À medida que crescem, tendem a ficar mais seletivos. Ainda assim, especialistas acreditam ser importante os pais não desistirem de oferecer até aqueles alimentos que os filhos não gostam tanto. É fundamental que a criança, a exemplo dos pais, seja incentivada a comer frutas, legumes e verduras. Esses hábitos alimentares saudáveis devem ser incutidos desde cedo.

Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir por dia cinco porções de frutas, hortaliças e legumes. Há muitas doenças que podem ser evitadas com boa alimentação! A obesidade infantil afeta 41 milhões de crianças menores de 5 anos no planeta. ‘Entram na lista colesterol alto, hipertensão, diabetes, sem falar no impacto na autoestima e na qualidade de vida,’ afirma a nutricionista especialista em saúde infantil, Mariana Del Bosco.

Desde as primeiras papinhas, o bebê não está somente nutrindo o corpo, mas também seu desejo por descobrir novos sabores, aromas, texturas. A introdução alimentar é feita aos poucos para que se perceba o sabor de cada alimento separadamente. Com o tempo, a criança vai ampliando o leque de alimentos oferecidos. As refeições devem acontecer a cada três horas para que o organismo tenha tempo de absorver a maior parte das vitaminas e nutrientes de cada refeição.”

Fonte: https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-dos-colegios-bis/a-importancia-de-uma-alimentacao-saudavel-na-infancia/

Proposta de redação 19N06A – Dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, etc.

Faça uma dissertação em que você estabeleça as principais relações entre alimentação, saúde e políticas públicas.

Instruções para a dissertação:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2018: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 a 35 linhas (Uniube), etc. É imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código do tema de redação na folha que será entregue para a correção.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 19N06B – Outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça um resumo das principais ideias apresentadas nos três textos de apoio presentes na coletânea acima.

Proposta de redação 19N06C – Artigo de opinião ou editorial- Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Defenda, por meio de um artigo de opinião, a sua opinião sobre as principais razões para a qualidade da alimentação da maioria das pessoas ser tão ruim para a saúde delas, o que é em última instância um paradoxo.

Proposta de redação 19N06D – carta argumentativa ou aberta – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um editorial sobre o mercado de alimentos saudáveis no Brasil.

Instruções gerais:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, que são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato.
  4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

4.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

4.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

4.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

4.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

Instruções UFU:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 19N06E – Dissertação -Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Qualidade da alimentação dos brasileiros como um problema de saúde pública.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

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