Tema de redação 21N15 e sugestões de leitura – Violência e sociedade (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: https://www.instagram.com/ivankabral


Indicações de leitura para o tema de redação 21N15

Palavras-chave – violência, tipos de violência, origens da violência, urbanidade, Modernidade, guerra, assassinato, desigualdade social, crime, ética, educação.

Texto 21T050

Texto 21T051

Texto 21T052

Texto 21T053

Tema de redação 21N15
Violência e sociedade

Texto 01

“Vestígios de atos de violência são mais frequentes no período neolítico. Esse período foi marcado por muitas mudanças de natureza diferente. Mudanças ambientais (aquecimento global); econômicas (domesticação de plantas e animas, busca por novos territórios, excedente e armazenamento de alimentos); sociais (sedentarização, explosão da população local, surgimento de castas e de uma elite) e, no final do período, religiosas (deusas deram lugar a divindades masculinas).
Em várias necrópoles, datadas entre cerca de 8.000 e 6.500 anos atrás, os tipos de armas usadas (poucos impactos de flechas) e os fragmentos de cerâmica associados aos corpos comprovam conflitos internos ou entre as aldeias. Os restos mortais dessas vítimas são testemunhas de eventos trágicos ligados a uma crise (demográfica, de governança, epidemiológica) ou à prática de rituais – fúnebres, propiciatórios, expiatórios ou fundacionais – com sacrifícios humanos às vezes seguidos de refeições canibais.
No entanto, a existência de conflitos entre dois grupos ou comunidades não pode ser descartada, como mostram algumas pinturas nas paredes de abrigos de pedra na Espanha. Datadas entre 10.000 e 6.500 anos antes da era atual, elas representam cenas de encontros armados entre grupos de arqueiros – cenas que não existiam na arte parietal paleolítica.
A mudança na economia (da predação à produção), que levou a uma mudança radical nas estruturas sociais desde o início do período, parece ter desempenhado um importante papel no desenvolvimento de conflitos. Diferentemente da exploração de recursos na natureza, a produção de alimentos permitia a opção de um excedente de alimentos, o que deu origem ao conceito de propriedade – e, consequentemente, ao surgimento de desigualdades.
Muito rapidamente, as mercadorias armazenadas despertaram inveja e provocaram lutas internas, mas também eram potenciais despojos dos conflitos entre comunidades. Como evidenciado pelo surgimento das figuras do chefe e do guerreiro (visíveis na arte rupestre e nos sepultamentos) na Europa durante o período neolítico, essa mudança na economia também conduziu a uma estrutura hierárquica nas sociedades agropastoris. O surgimento de castas e de uma elite incluía os guerreiros e, como consequência, os escravos precisavam realizar o trabalho agrícola, em especial.”

Fonte: https://pt.unesco.org/courier/2020-1/origens-da-violencia

Texto 02

3 técnicas usadas em discursos de ódio para incitar violência
Professora de psicologia social analisa, em artigo publicado no “The Conversation”, como pronunciamentos foram (e ainda são) usados para insuflar atos de violência entre grupos

A preocupação global vem crescendo em relação a ameaças de violência em diferentes países, inclusive os Estados Unidos. As Nações Unidas reportam que a proliferação de discursos perigosos online representa uma “nova era” em conflitos. Discurso perigoso é definido como comunicação que encoraja uma audiência a conduzir ou infligir o mal. Geralmente esse mal é dirigido de um círculo fechado (nós) contra um grupo externo (eles) — embora também possa provocar prejuízos internos no caso de cultos suicidas.
A legislação americana parte do princípio que um discurso perigoso deve conter chamadas explícitas para ação criminosa. Mas estudiosos que pesquisam sobre discursos e propagandas que precedem atos de violência consideram que comandos diretos para a violência são raros.
Outros elementos são mais comuns. Aqui estão alguns dos sinais de alerta.
Esquentando as emoções
Psicólogos analisaram o conteúdo emocional de discursos de líderes conhecidos por insuflar suas plateias, como Hitler e Gandhi, avaliando o quanto medo, alegria, tristeza e assim por diante estavam presentes. Eles então testaram se os níveis de emoção poderiam prever se certo discurso antecipa violência ou não violência.
Eles descobriram que as seguintes emoções, combinadas particularmente, poderiam acender a violência:
Raiva: o orador dá à plateia razões para ficar com raiva, frequentemente apontando quem deveria ser responsabilizado por tal sentimento.
Desprezo: o grupo externo (eles) é tratado como inferior ao círculo interno (nós), portanto não merecedor de respeito.
Nojo: o grupo externo é descrito como tão revoltante, que não merece nem o tratamento humano mais básico.
Construindo a ameaça
Ao estudar discursos políticos e propaganda que inspiraram violência, pesquisadores identificaram temas que podem mexer com essas emoções poderosas. Os alvos de discursos perigosos são frequentemente desumanizados, descritos como desprovidos de qualidades consideradas fundamentais dos seres humanos — empatia, inteligência, valores, habilidades, autocontrole.
Geralmente, grupos externos são descritos como perversos, por causa de sua dita falta de moralidade. Eles também podem ser descritos como animalescos ou pior. Durante o genocídio de Ruanda, Tutsis eram descritos como baratas nas propagandas Hutu.
Para construir uma “história de ódio”, um cara bom é necessário para se opor ao vilão. Então quaisquer que sejam as qualidades desumanas presentes no grupo externo, qualidades opostas estão presentes no grupo interno. Se “eles” são o anticristo, “nós” somos os filhos de Deus.
(…)
Uma invenção particularmente perigosa ocorre quando o grupo externo é acusado de conspirar contra o grupo interno os males que o grupo interno está planejando, se não de fato cometendo, contra o grupo externo. Pesquisadores adotaram o termo “acusações em espelho” quando essa estratégia foi explicitamente descrita em um guia de propaganda Hutu após o genocídio em Ruanda.
Desequilibrando a bússola moral
Um discurso perigoso eficaz faz as pessoas superarem resistências internas de infligir o mal. Isso pode ser alcançado ao fazer com que pareça não haver outras opções para defender o grupo interno da ameaça apresentada pelo grupo externo. Opções menos extremas são consideradas ineficazes ou exauridas. O grupo externo não pode ser “salvo”.
Ao mesmo tempo, os oradores usam eufemismos na rotulação para fornecer termos mais palatáveis para a violência, como “limpeza” ou “defesa” em vez de “assassinato”. Ou podem usar a “conversa da virtude” para defender que há honra em lutar, e desonra em não lutar. Depois de fazer com que seus seguidores matassem seus filhos e depois a si mesmos, Jim Jones, líder de um culto, chamou isso “um ato de suicídio revolucionário protestando contra as condições de um mundo desumano”.
Às vezes, o grupo interno sofre de uma ilusão de invulnerabilidade e sequer considera a possibilidade de consequências negativas de suas ações, porque têm tanta confiança na justiça de sua causa e integridade de seu grupo. Se algum tipo de consideração é feita em relação à vida pós-violência, ela é descrita somente como boa para o grupo interno.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Politica/noticia/2021/03/3-tecnicas-usadas-em-discursos-de-odio-para-incitar-violencia.html

Texto 03

Fonte: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/24/atlas-da-violencia-2020

Proposta de redação 21N15A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva um texto dissertativo sobre sua opinião a respeito das considerações de Jean-Paul Sartre sobre a violência: “Reconheço que a violência, seja qual a forma com que se manifeste, é um fracasso. Mas é um fracasso inevitável, pois estamos num universo de violência. E ainda que seja verdade que o recurso à violência contra a violência corre o risco de a perpetuar, também é verdade que é a única maneira de acabar com ela.”

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa, de linguagem objetiva, de argumentação científica e de terceira pessoa.
2. Não copie trechos dos textos de apoio.
3. Não assine.
4. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido. Para tanto, é importante seguir os limites impostos pelas universidades até 2020: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
5. Dê um título a sua redação, caso a universidade pretendida o exija.

Proposta de redação 21N15B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Consequências da normalização da violência urbana no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções do Enem para a prova de redação (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 21N15C – outros gêneros – Unicamp.

Como um(a) aluno(a) do Ensino Médio interessado(a) em questões da atualidade, você leu o artigo “3 técnicas usadas em discursos de ódio para incitar violência” (presente na coletânea) e resolveu escrever uma carta para a Seção do Leitor da revista Galileu. Em sua carta, discuta sobre a presença ou ausência do fenômeno no Brasil contemporâneo.

Instruções da Unicamp para a prova de redação:
1. Este caderno contém duas propostas de redação. Você deverá escolher apenas uma delas para desenvolver.
2. Se quiser, faça um rascunho do seu texto. A folha de rascunho não será considerada pelos avaliadores. O rascunho poderá ser escrito a lápis.
3. A versão final do seu texto deverá ser feita com caneta esferográfica preta na folha reservada para a Redação.
4. Não haver nenhuma identificação pessoal (nome, sobrenome, etc.) nos textos.

Instruções adicionais para a proposta de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, os quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação, ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação e o repertório cultural do candidato. No caso da Unicamp, é imprescindível fazer menções a dados e informações presentes no (s) texto (s) de apoio.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da Unicamp, os textos devem ter até 22 linhas.

Proposta de redação 21N15D – outros gêneros – UFU.

Faça um resumo do texto 2 da coletânea.

Instruções da UFU para a prova de redação:
1. Você encontrará duas situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
7. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Instruções adicionais para a proposta de redação D:
1. Faça a paráfrase de um trecho de qualquer um dos textos de apoio, exceto se houver referência a um texto específico na proposta de redação D.
2. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível fazer uma paráfrase de um trecho de um dos textos de apoio para inclui-la em alguma passagem do seu texto.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da UFU, os textos devem ter entre 25 e 34 linhas.

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