Tema de redação 21N14 e sugestões de leitura – Tecnologia e humanidade (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: https://www.veridianascarpelli.com/


Indicações de leitura para o tema de redação 21N14

Palavras-chave – tecnologia, humanidade, avanço tecnológico, transumanismo, pós-humanismo, convergência tecnológica, transtornos psiquiátricos, dependência, trabalho remoto, ensino remoto, inclusão digital.

Texto 21T046

Texto 21T047

Texto 21T048

Texto 21T049

Tema de redação 21N14
Tecnologia e humanidade

Texto 01

“Segundo o IBGE em 2018, 4 em cada 10 brasileiros não tinham acesso a internet, um dado que por si só justifica o investimento em políticas de inclusão digital, mas o fato de não terem acesso a internet não quer dizer exatamente que não tenham acesso a tecnologia, já que segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas de abril/2019 o Brasil tem 230 milhões de smartphones ativos.
A experiência da cidade de São Paulo mostra que apesar de uma metrópole altamente conectada, no limite as franjas da cidade ainda sofrem com a falta de interesse econômico do setor de telecomunicações, um dos motivos pelos quais temos bairros que não tem sequer antena de telefonia (mesmo estando em uma das 4 maiores cidades do mundo e a mais rica do país).
Daí a necessidade da participação ativa do Estado, para chegar a locais menos assistidos e eu pude ver essa ação de perto no período que passei voluntariando em comunidades ribeirinhas da RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) Rio Negro no Estado do Amazonas, onde a educação é por videoconferência e a transmissão do sinal via satélite.
Vejo inclusão digital e tecnológica nas ações como as da Litro de Luz que tem levado energia elétrica limpa para comunidades que nem mesmo o estado chegou, nas ações da Fundação Amazônia Sustentável que em parceria com diversas empresas tem levado educação, inclusive digital para comunidades ribeirinhas e indígenas, como uma fundação estatal, mostra a habilidade/vontade dos governos de criar condições para que as populações vulneráveis tenham acesso e para isso buscam inovações em suas formas de parceria.”

Fonte: https://irisbh.com.br/democratizacao-do-acesso-a-tecnologia/

Texto 02

“Qual o número do celular do seu filho? Nossa, não sei! Tá gravado no smartphone. E o endereço do tio, sabe como chegar? Não, mas é só colocar no Waze. Quanto é 39 + 57? Soma aí na calculadora do telefone. Você leu a reportagem sobre a reforma da Previdência? Só partes, muito grande, não tive paciência e estou sem tempo. Lembra com detalhes da sua última viagem? Nem tanto, mas as fotos estão todas lá, no Instagram. Viu a mensagem no WhatsApp? Visualizei, enorme! Desisti na metade. Você se reconhece em alguma dessas situações? É do tipo que a maioria das respostas e informações está, obrigatoriamente, atreladas às mídias eletrônicas? Se a resposta for sim, então é melhor repensar seus hábitos.
O livro ‘The shallows: what the internet is doing to our brains’ (‘O superficial: o que a internet está fazendo com nossos cérebros’), do jornalista Nicholas Carr, finalista do prêmio Pulitzer de 2011 na categoria não ficção geral, é uma obra que reverbera sobre a seguinte questão: “Estamos ficando mais burros, e a culpa é da internet”. A constatação é que, apesar do acesso quase ilimitado a informações na grande rede, o homem perde a cada dia a capacidade de focar em apenas um assunto. A mente do internauta fica caótica, poluída, impaciente e, para Carr, com menos capacidade para pensamentos aprofundados. Enquanto escrevia o livro, lançado em 2010, o autor confessou ter restringido seu acesso a e-mails e desativado suas contas no Twitter e no Facebook porque se descobriu incapaz de se concentrar.
Há quem veja as mídias eletrônicas assumindo o papel de “novos braços e cérebros” do ser humano. Por um lado, elas contribuem para o conhecimento aumentar exponencialmente, o que faz o mundo ficar mais inteligente. Por outro, individualmente, o homem emburrece porque sabe menos do todo. Ficou impossível acompanhar. A internet foi criada em 1969, nos EUA, e chegou ao Brasil em 1988, restrita à área acadêmica, só chegando ao grande público em 1994. O grande boom por aqui ocorreu em 1996, sendo um marco o lançamento da música Pela internet, de Gilberto Gil, pela própria rede, cantando uma versão acústica ao vivo e conversando com internautas sobre sua relação com a internet: “Criar meu web site/Fazer minha home-page/ Com quantos gigabytes/Se faz uma jangada/Um barco que veleje (…) Um barco que veleje nesse infomar/Que aproveite a vazante da infomaré/Que leve meu e-mail até Calcutá/Depois de um hot-link/Num site de Helsinque/Para abastecer” (…).
Desde então, a grande rede só evoluiu, cresceu e inovou. Para Nicholas Carr, o modo como a informação é disseminada na internet deteriora o cérebro em um nível físico, destruindo as conexões e circuitos cerebrais responsáveis, entre outros, pela capacidade analítica de processar informações, com resultados desastrosos para a memória de longo prazo assim como afetando a criatividade. Daí a conclusão de que a rede pode estar deixando as pessoas menos inteligentes.
Levantada a questão, muitos estudos e pesquisas já foram e continuam sendo feitos. A preocupação é quanto à preservação, principalmente, da chamada memória de curto prazo ou memória de trabalho, que pode ser alterada prejudicando suas funções. Em 2007, o professor de psiquiatria da Universidade da California – Los Angeles (UCLA), Gary Small, autor do livro iBrain: Surviving the technological alteration of the modern mind (iBrain: Sobrevivendo à alteração tecnológica da mente moderna), recrutou três experientes internautas e três novatos para um estudo sobre a atividade cerebral. Eles acessavam páginas na web e eram mapeados por uma ressonância magnética do cérebro. Enquanto usavam um teclado portátil para o Google, o exame indicou aumento do fluxo sanguíneo. A atividade cerebral dos surfistas experientes era mais extensa do que a dos novatos, particularmente em áreas do córtex pré-frontal associadas à resolução de problemas e à tomada de decisões. No fim da pesquisa, Small apontou que mais atividade cerebral não é necessariamente uma atividade cerebral melhor. ‘A atual explosão da tecnologia digital não apenas está mudando a maneira como vivemos e nos comunicamos, mas está alterando rápida e profundamente nossos cérebros.’”.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2019/05/27/interna_bem_viver,1056461/excesso-de-tecnologia-afeta-o-cerebro.shtml

Texto 03

“A tecnologia não é ruim, mas também não é boa. A tecnologia nunca é neutra. A tecnologia é ambígua.
Ou seja: não há neutralidade na tecnologia. E enxergar isso é muito importante. Quem tem o domínio das tecnologias que surgem que ditam o uso que elas terão. E é sobre isso que temos que discutir: quem detém o poder sobre as tecnologias que estão sendo criadas? quem cria essas novas tecnologias?
De acordo com a Oxfam e com o relatório do Credit Suisse 1% da população detém a mesma riqueza que os outros 99% — nível altíssimo de desigualdade econômica. O capital está cada vez mais concentrado na mão de poucos. Além disso, vemos exemplos claros de tecnologia e racismo (estudo sobre o uso de software para predizer futuros crimes continha preconceito contra negros). Sabemos também que, em 1974, 70% das/os alunas/os da faculdade de ciência da computação da USP eram mulheres e que em 2015 a presença de mulheres nesse curso resumia-se em 11%. Isso só pra começar a falar sobre as inúmeras desigualdades sociais que vemos refletidas nessa área.”

Fonte: https://medium.com/@gabrielaludwigguerra/a-tecnologia-%C3%A9-neutra-2b4529a6f9ea

Proposta de redação 21N14A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Em um texto dissertativo, posicione-se a respeito do seguinte aforismo: “A tecnologia não é neutra.” (Slavoj Zizek)

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa, de linguagem objetiva, de argumentação científica e de terceira pessoa.
2. Não copie trechos dos textos de apoio.
3. Não assine.
4. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido. Para tanto, é importante seguir os limites impostos pelas universidades até 2020: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
5. Dê um título a sua redação, caso a universidade pretendida o exija.

Proposta de redação 21N14B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Tecnologia e democratização de oportunidades de estudo e emprego.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções do Enem para a prova de redação (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 21N14C – outros gêneros – Unicamp.

Escreva um breve conto que trate de um futuro em que haja robôs humanoides indistinguíveis do homem e em que você seja um (a) cientista responsável por um método capaz de reconhecê-los.

Instruções da Unicamp para a prova de redação:
1. Este caderno contém duas propostas de redação. Você deverá escolher apenas uma delas para desenvolver.
2. Se quiser, faça um rascunho do seu texto. A folha de rascunho não será considerada pelos avaliadores. O rascunho poderá ser escrito a lápis.
3. A versão final do seu texto deverá ser feita com caneta esferográfica preta na folha reservada para a Redação.
4. Não haver nenhuma identificação pessoal (nome, sobrenome, etc.) nos textos.

Instruções adicionais para a proposta de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, os quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação, ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação e o repertório cultural do candidato. No caso da Unicamp, é imprescindível fazer menções a dados e informações presentes no (s) texto (s) de apoio.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da Unicamp, os textos devem ter até 22 linhas.

Proposta de redação 21N14D – outros gêneros – UFU.

Escreva um artigo de opinião sobre as consequências do uso contínuo e intenso de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) para a memória e o repertório cultural de crianças e jovens.

Instruções da UFU para a prova de redação:
1. Você encontrará duas situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
7. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Instruções adicionais para a proposta de redação D:
1. Faça a paráfrase de um trecho de qualquer um dos textos de apoio, exceto se houver referência a um texto específico na proposta de redação D.
2. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível fazer uma paráfrase de um trecho de um dos textos de apoio para inclui-la em alguma passagem do seu texto.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da UFU, os textos devem ter entre 25 e 34 linhas.

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