Tema de redação 21N13 e sugestões de leitura – Consumismo, liberdade e mal-estar (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: https://www.stevecutts.com/


Indicações de leitura para o tema de redação 21N13

Palavras-chave – consumismo, liberdade, mal-estar, consumo, ecologia, sustentabilidade, capitalismo, compulsão, vício, recompensa, propaganda.

Texto 21T042

Texto 21T043

Texto 21T044

Texto 21T045

Tema de redação 21N13
Consumismo, liberdade e mal-estar

Texto 01

“Em 31 de julho de 2019, a humanidade já havia esgotado seu orçamento de recursos para todo o ano. Este foi o Dia de Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day) mais precoce já registrado pela Global Footprint Network (GFN), que há quase três décadas calcula os impactos ecológicos globais e nacionais.
Na época, a humanidade vinha ultrapassando sua biocapacidade – definida como a “capacidade dos ecossistemas de produzirem materiais biológicos usados pelos humanos e de absorverem os resíduos gerados por ele” – em alguns dias a mais a cada ano.
No entanto, devido à quarentena mundial provocada pelo coronavírus, 2020 reverteu essa tendência. Este ano, o Dia de Sobrecarga da Terra atrasou em mais de três semanas, chegando somente neste sábado (22/08).
As projeções revelam uma redução de quase 15% das emissões de CO2 (cerca de 60% da pegada total), como resultado da desaceleração, ditada pela pandemia, do uso de combustíveis fósseis nos setores de transporte, energia, indústria, aviação e residencial.
O cálculo global da Sobrecarga da Terra, que usa dados de organizações como a Agência Internacional de Energia, também inclui a produção florestal, que caiu quase 9%, e nossa pegada alimentar, que ficou estável.
Planeta de miséria ou de prosperidade?
Para Mathis Wackernagel, fundador e presidente da rede GFN, a contração deste ano é bem-vinda. Mas ele ressalta que ela é acidental, o que significa que não é sustentável.
“A tragédia deste ano é que a redução das emissões de carbono não se baseia numa infraestrutura melhor, como redes elétricas melhores ou cidades mais compactas”, explicou DW. “Precisamos mudar a data propositalmente, e não por um desastre.”
Para cumprir as metas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de limitar o aquecimento global a 1,5-2 ºC em relação à era pré-industrial, a queda atual na curva de emissões teria que continuar na mesma taxa pela próxima década, aponta Wackernagel.
No momento, porém, se tem alcançado isso através de sofrimento econômico e social, ‘não fazendo nada, presos em casa’: ‘Esse não é o tipo de transformação de que precisamos, não é duradoura.’ A meta deve ser ‘nos ajustarmos sistematicamente ao orçamento físico que temos disponível’: ‘Queremos a miséria ou a prosperidade de um planeta?’”

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/pandemia-atrasa-dia-de-sobrecarga-da-terra

Texto 02

“Aparentemente, o consumo é algo banal, até mesmo trivial. É uma atividade que fazemos todos os dias, por vezes, de maneira festiva, ao organizar um encontro com os amigos, comemorar um evento importante ou para nos recompensar por uma realização particularmente importante – mas a maioria das vezes é de modo prosaico, rotineiro, sem muito planejamento antecipado nem reconsiderações.
Se reduzido à forma arquetípica do ciclo metabólico de ingestão, digestão e excreção, o consumo é uma condição, e um aspecto, permanente e irremovível, sem limites temporais ou históricos; um elemento inseparável da sobrevivência biológica que nós humanos compartilhamos com todos os outros organismos vivos. Visto desta maneira, o fenômeno do consumo tem raízes tão antigas quanto os seres vivos – e com toda certeza é parte permanente e integral de todas as formas conhecidas de vida conhecidas a partir de narrativas históricas e relatos etnográficos. Ao que parece, plus ça chance, plus c’est la même chose… Qualquer modalidade de consumo considerada típica de um período específico da história humana pode ser apresentada sem muito esforço como uma versão ligeiramente modificada de modalidades anteriores. Nesse campo, a continuidade parece ser a regra; rupturas, descontinuidades, mudanças radicais, para não mencionar transformações revolucionárias do tipo divisor de águas, podem ser (e com frequência são) rejeitadas como puramente quantitativas, em vez de qualitativas. E ainda assim, se a atividade de consumir, encarada dessa maneira, deixa pouco espaço para a inventividade e a manipulação, isso não se aplica ao papel que foi e continua sendo desempenhado pelo consumismo nas transformações do passado e na atual dinâmica do modo humano de ser e estar no mundo. Em particular, não se aplica ao seu lugar entre os fatores determinantes do estilo e da qualidade de vida social e ao seu papel como fixador de padrões (um entre muitos ou o principal) das relações inter-humanas.
Por toda a história humana, as atividades de consumo ou correlatas (produção, armazenamento, distribuição e remoção de objetos de consumo) têm oferecido um suprimento constante de ‘matéria-prima’ a partir da qual a variedade de forma de vida e padrões de relações inter-humanas pôde ser moldada, e de fato o foi, com a ajuda da inventividade cultural conduzida pela imaginação. De maneira mais crucial, como um espaço expansível que se abre entre o ato da produção e o do consumo, cada um dos quais adquiriu autonomia em relação ao outro – de modo que puderam ser controlados, padronizados e operados por conjuntos de instituições mutuamente independentes. Seguindo-se à ‘revolução paleolítica’ que pôs fim ao modo de existência precário dos povos coletores inaugurou a era dos excedentes e da estocagem, a história poderia ser escrita com base nas maneiras como esse espaço foi colonizado e administrado.”

Fonte: Zygmunt Bauman, “Vida para consumo, a transformação das pessoas em mercadoria”.

Texto 03

“No século XIX, a produção e o consumo de massa se espalharam rapidamente. De lá para cá. este último assumiu. cada vez mais, a forma de consumo de símbolos, isto é, ocorre de modo a produzir uma identificação com aquilo que o item de consumo representa. Itens produzidos em massa constituem igualmente um recurso que permite a membros das massas elevarem-se acima de seus pares. Como os outros têm o mesmo interesse, observamos no consumo de massa uma tendência cumulativa que no futuro se intensificará com crescente velocidade (sujeita, naturalmente, as limitações que a situação econômica do momento pode impor). O desejo por itens de consumo simbolicamente poderosos torna-se então um mecanismo autoestimulador que e ao mesmo tempo causa e consequência de desigualdade social. Isso é em geral apresentado como o resultado de um efeito de ‘gotejamento’, em que a inovação ocorre num nível mais alto e depois se espalha pelas camadas inferiores porque as classes mais baixas se esforçam para se elevar, o que as leva a estar sempre um passo atrás.”

Fonte: Lars Svendsen, “Moda: uma filosofia”.

Texto 04

“…uma forma de reconhecimento dos valores dominantes. O que separa as classes populares das outras classes é menos (e, sem dúvida, cada vez menos) a intenção objetiva do seu estilo que os meios econômicos e culturais que elas podem colocar em ação para realizá-la. Esse desapossamento da capacidade de formular seus próprios fins (e a imposição correlativa de necessidades artificiais) é, sem dúvida, a forma mais sutil da alienação. É assim que o estilo de vida popular se define tanto pela ausência de todos os consumos de luxo, uísque ou quadros, champanhe ou concertos, cruzeiros ou exposições de arte, caviar ou antiguidades, quanto pelo fato de que esses consumos nele estão, entretanto, presentes sob a forma de substitutos tais como os vinhos gasosos no lugar do champanhe, ou uma imitação no lugar do couro, indícios de um desapossamento de segundo grau que se deixa impor a definição dos bens dignos de serem possuídos.”

Fonte: Pierre Bourdieu, “Gostos de classe e estilos de vida”.

Proposta de redação 21N13A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva uma dissertação argumentativa, em que você faça ponderações sobre o seguinte aforismo: “O consumo é uma espécie de terapia, uma maneira de fugir da velhice e da rotina.” (Gilles Lipovetsky)

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa, de linguagem objetiva, de argumentação científica e de terceira pessoa.
2. Não copie trechos dos textos de apoio.
3. Não assine.
4. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido. Para tanto, é importante seguir os limites impostos pelas universidades até 2020: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
5. Dê um título a sua redação, caso a universidade pretendida o exija.

Proposta de redação 21N13B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os desafios de educar crianças e jovens para a construção de uma sociedade menos consumista.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções do Enem para a prova de redação (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 21N13C – outros gêneros – Unicamp.

Escreva um texto de opinião sobre a importância da forma como as pessoas consomem e a relação desses hábitos e padrões de comportamento com a representatividade de minorias, a normalização dos preconceitos e a padronização dos gostos.

Instruções da Unicamp para a prova de redação:
1. Este caderno contém duas propostas de redação. Você deverá escolher apenas uma delas para desenvolver.
2. Se quiser, faça um rascunho do seu texto. A folha de rascunho não será considerada pelos avaliadores. O rascunho poderá ser escrito a lápis.
3. A versão final do seu texto deverá ser feita com caneta esferográfica preta na folha reservada para a Redação.
4. Não haver nenhuma identificação pessoal (nome, sobrenome, etc.) nos textos.

Instruções adicionais para a proposta de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, os quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação, ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação e o repertório cultural do candidato. No caso da Unicamp, é imprescindível fazer menções a dados e informações presentes no (s) texto (s) de apoio.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da Unicamp, os textos devem ter até 22 linhas.

Proposta de redação 21N13D – outros gêneros – UFU.

Produza um texto de divulgação científica sobre a permanência do consumismo em tempos de crise ecológica, econômica e ética. O que isso revela? Quais são as suas consequências? E a vida das futuras gerações?

Instruções da UFU para a prova de redação:
1. Você encontrará duas situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
7. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Instruções adicionais para a proposta de redação D:
1. Faça a paráfrase de um trecho de qualquer um dos textos de apoio, exceto se houver referência a um texto específico na proposta de redação D.
2. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível fazer uma paráfrase de um trecho de um dos textos de apoio para inclui-la em alguma passagem do seu texto.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da UFU, os textos devem ter entre 25 e 34 linhas.

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