Tema de redação 21N11 e sugestões de leitura – Sexo, gênero e sexualidade (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: https://www.unfe.org/pt-pt/campaigns/


Indicações de leitura para o tema de redação 21N11

Palavras-chave – sexo, sexualidade, gênero, identidade de gênero, educação sexual, LGBTQI+, machismo, feminismo, preconceito, discriminação.

Texto 21T034

Texto 21T035

Texto 21T036

Texto 21T037

Tema de redação 21N11
Sexo, gênero e sexualidade

Texto 01

“As escolas, precedidas dos núcleos familiares, formam uma importante base de formação de sujeitos. São elas que devem garantir um espaço onde as crianças e os jovens possam fazer suas primeiras interações sociais longe do olhar de suas mães e seus pais, auxiliando a compor suas percepções e combinações a respeito do mundo e de si mesmas (Carvalho, de Miranda, & Pacheco, 2015). Elas funcionam, assim, como um local de crescimento e desenvolvimento de pessoas. Possuem responsabilidade social não só porque estão envolvidas na construção da alfabetização e do raciocínio lógico, mas, também, porque devem estar atentas na formação da cidadania de seus/uas alunos/as, buscando uma convivência global, pautada no respeito à diferença (Mello, Freitas, Pedrosa, & Brito, 2012). A escola pode muito mais do que simplesmente replicar valores já presentes na sociedade. Se ela é entendida como um espaço de união entre o público e o privado, ela deve funcionar como uma agente transformadora, colaborando na construção de um espaço possível para todos (Borges & Meyer, 2008).
As instituições de ensino já foram constituídas, em muito, pela repressão e pela normatização de condutas. Foi a partir do século XVIII que a sexualidade ingressou dentro dos muros da escola com mais força: quando o sexo foi inserido no discurso social ele passou a ser, também, discurso do ensino (Altmann, 2013). O estabelecimento da hierarquia, a submissão, a represália e o temor eram componentes comuns na instituição de ensino, como formas de manter-se a ordem. O corpo era alvo de controle: gestos e posturas deveriam ser polidos; hábitos deveriam ser higiênicos, saudáveis e adequados. As marcas nesse corpo, originadas partir das interações com a cultura e com o discurso da época, por meio do processo de identificação ou de diferenciação com o outro, acabavam por ser anuladas (Louro, 2000). A escola passou a buscar, então, a dominação simbólica da heteronormatividade e da cisnormatividade, por meio da normalização, do silêncio, do ajustamento e da exclusão de indivíduos (Junqueira, 2015). Criou-se uma espécie de adestramento dos sujeitos compreendidos como desviantes (não integrantes da norma heterossexual/cissexual), por meio do instrumento que Foucault (1999) denominava de “vigilância hierárquica”: aqueles que “precisavam” ser corrigidos poderiam ser perseguidos e penalizados pelo poder disciplinador da escola. A sexualidade passou a funcionar, então, como mecanismo de controle e imposição de regras para determinados grupos: as meninas deveriam responsabilizar-se pelos cuidados com o seu corpo (do Prado & Ribeiro, 2015); governos repressores de extrema direita e de extrema esquerda operavam na lógica do controle. Durante o auge do comunismo cubano, por exemplo, em meados do século XX, estudantes homossexuais eram expulsos/as, caso fossem flagrados/as expressando algum tipo de afeto entre pares, sem poder voltar a matricular-se em outra instituição (Quirino & da Rocha, 2012).”

Fonte: http://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/7619/2/DIS_JULIANA_LEDUR_STUCKY_PARCIAL.pdf

Texto 02

“Apesar dessa história e da Declaração Universal dos Direitos Humanos ser explícita quanto à universalidade desses direitos, relatores das Nações Unidas e especialistas internacionais em direitos humanos pronunciaram-se recentemente lembrando que em 72 países ainda existem leis que criminalizam relações homossexuais e expressões de gênero e que apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual e cerca de 10% têm mecanismos legislativos para proteger da discriminação por identidade de gênero.
Segundo os especialistas, “a discriminação contra as pessoas LGBT alimenta a espiral de violência a que elas estão sujeitas diariamente e cria um ambiente favorável à sua exclusão de oportunidades em todas as facetas da vida, incluindo educação e participação política e cívica, contribuindo para a instabilidade econômica, a falta de moradia e saúde debilitada”. [IV] Este momento, no qual se celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 40 anos do movimento brasileiro em favor dos direitos de LGBT, convida a um balanço.”

Fonte: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/direitos-humanos/direitos-humanos-e-diversidade-sexual-e-de-genero-no-brasil-avancos-e

Texto 03

A Organização das Nações Unidas oferece instruções de como desenvolver e aplicar um currículo para o tema:
• No processo de criação de um programa para educação sexual em escolas deve haver a participação de especialistas em saúde, afinal, trata-se de uma ciência.
• Devem ser considerados outros aspectos importantes da sexualidade para além da saúde, como questões de gênero e diversidade, com o objetivo de promover respeito na sociedade.
• Jovens e pais devem ter participação no processo de criação do programa – pois é fundamental que o currículo de educação sexual seja orientado pelas necessidades dos jovens e das famílias.
• As aulas devem oferecer informações científicas sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez.
• Os temas devem ser tratados em sequência lógica: consenso e prevenção devem ser abordados antes das instruções sobre a atividade sexual.
• Oferecer informações sobre os serviços de saúde disponíveis na comunidade e como acessá-los.
• A educação sexual pode ser abordada em uma disciplina específica ou de forma transversal, dentro de outras disciplinas.
Entretanto, essas instruções não são aceitas pela totalidade de pessoas que concorda com a aplicação de educação sexual em escolas. Para algumas pessoas, os educadores devem se restringir a proporcionar apenas as informações mais relacionadas à saúde, como prevenção de DSTs e de gravidez na adolescência, sem abordar tópicos como gênero, orientação sexual e consentimento.”

Fonte: https://www.politize.com.br/educacao-sexual-o-que-e-e-como-funciona-em-outros-paises/

Proposta de redação 21N11A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Escreva um texto dissertativo argumentativo sobre a seguinte pergunta: a educação sexual nas escolas pode ser uma alternativa viável para o combate do preconceito de sexo e gênero no Brasil?

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa, de linguagem objetiva, de argumentação científica e de terceira pessoa.
2. Não copie trechos dos textos de apoio.
3. Não assine.
4. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido. Para tanto, é importante seguir os limites impostos pelas universidades até 2020: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
5. Dê um título a sua redação, caso a universidade pretendida o exija.

Proposta de redação 21N11B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a superação do preconceito de sexo e gênero na sociedade brasileira contemporânea.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções do Enem para a prova de redação (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 21N11C – outros gêneros – Unicamp.

Escreva um texto a ser colocado em um anúncio de uma marca que queira se posicionar politicamente em relação ao preconceito de sexo e gênero.

Instruções da Unicamp para a prova de redação:
1. Este caderno contém duas propostas de redação. Você deverá escolher apenas uma delas para desenvolver.
2. Se quiser, faça um rascunho do seu texto. A folha de rascunho não será considerada pelos avaliadores. O rascunho poderá ser escrito a lápis.
3. A versão final do seu texto deverá ser feita com caneta esferográfica preta na folha reservada para a Redação.
4. Não haver nenhuma identificação pessoal (nome, sobrenome, etc.) nos textos.

Instruções adicionais para a proposta de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, os quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
3. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação, ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação e o repertório cultural do candidato. No caso da Unicamp, é imprescindível fazer menções a dados e informações presentes no (s) texto (s) de apoio.
4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da Unicamp, os textos devem ter até 22 linhas.

Proposta de redação 21N11D – outros gêneros – UFU.

Escreva um perfil de uma pessoa que é ou foi importante no combate do preconceito relativo a sexo ou a gênero no Brasil.

Instruções da UFU para a prova de redação:
1. Você encontrará duas situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
7. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.
ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Instruções adicionais para a proposta de redação D:
1. Faça a paráfrase de um trecho de qualquer um dos textos de apoio, exceto se houver referência a um texto específico na proposta de redação D.
2. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
3. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
4. Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, seja importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível fazer uma paráfrase de um trecho de um dos textos de apoio para inclui-la em alguma passagem do seu texto.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo similar na maioria dos concursos no Brasil. No caso da UFU, os textos devem ter entre 25 e 34 linhas.

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