Tema de redação 20MUV02 e sugestões de leitura – Cidades (20MUV02A) e saúde mental (20MUV02B) (UFU)


Estudos para o tema de redação 20MUV02

Palavras-chave – arquitetura, arquitetura hostil, cidades, desigualdade social, espaços urbanos, especulação imobiliária, favelização, futuro das cidades, gentrificação, humanização das cidades, Mobilidade urbana, moradia, periferia, saneamento básico, urbanismo, saúde mental, pandemia, saúde, loucura, luta antimanicomial, doenças psiquiátricas, depressão, suicídio, ansiedade.

Texto 20TUV03

Texto 20TUV04

Tema de redação 20MUV02

REDAÇÃO

ORIENTAÇÃO GERAL

Leia com atenção todas as instruções.

A) Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
B) Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
C) Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
D) Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
E) Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
F) Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
G) Não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

SITUAÇÃO A

Estes são os 6 tipos de cidades do futuro
Inspirados no quiz “Cidades do futuro”, listamos nesta reportagem os arquétipos dos centros urbanos encontrados pelo mundo
Por Abril Branded Content
Publicado em: 24/05/2017 às 11h20

Os grandes centros urbanos estão em constante evolução, não param de crescer e precisam se reinventar a todo momento para comportar os enormes desafios gerados pelas superpopulações. Segundo o último relatório de Perspectivas de Urbanização Global das Nações Unidas, já somos 4 bilhões vivendo em grandes cidades, mas este número deve chegar a 6 bilhões de pessoas até 2050. Isso é equivalente a oito cidades nas proporções de Londres surgindo a cada ano. Isso mesmo: oito Londres por ano.
Inspirados no quiz “Cidades do futuro” da Shell, apresentamos aqui seis arquétipos que resumem os retratos de centros urbanos encontrados hoje ao redor do planeta, assim como os caminhos de seu desenvolvimento, seus desafios em questões como mobilidade, habitação e economia, além dos perfis de consumo energético de cada um.

Usinas urbanas
População alta. PIB alto. Densidade populacional alta.
Como resultado do desenvolvimento urbano planejado e bem-sucedido nas últimas décadas, tanto para a região central como para os subúrbios, essas cidades se tornaram influentes polos financeiros, comerciais e econômicos. São áreas densamente povoadas e com economia forte, o que é uma exceção na atualidade.
Nas usinas urbanas, a maior parte da numerosa população vive em edifícios, sejam eles de poucos andares ou arranha-céus, mas sempre concentrados na região central. Uma boa rede de transporte, com destaque para metrô e trens, facilita a locomoção, enquanto as grandes vias que cruzam e circundam a cidade normalmente estão congestionadas.
Ainda que o alto nível de prosperidade signifique um alto consumo de energia, essas poucas potências urbanas ainda não são um problema global justamente por serem a exceção. Seu maior gasto de energia é com sistemas de aquecimento e ar-condicionado nas residências, escritórios e estabelecimentos comerciais.
Exemplos: Nova York (EUA), Cingapura e Hong Kong

Cidades densamente povoadas
População alta. PIB baixo. Densidade populacional alta.
A vida nestas cidades costuma ser mais difícil que nos outros arquétipos. Existem muitos exemplos na Ásia e na África, mas também aqui na América Latina: população numerosa, com parte significativa vivendo em favelas ou bairros sem infraestrutura. Por outro lado, são cidades que estão crescendo rapidamente e, com planejamento e boa administração, podem vir a ser as potências urbanas do futuro.
Atualmente, muitas cidades densamente povoadas têm sistemas de transporte ineficazes, além de ruas e estradas em condições ruins. Como a industrialização ainda não se consolidou, a economia é baseada no comércio, na agricultura e em fábricas locais. Da mesma forma como o primeiro tipo, o maior gasto de energia é com o aquecimento e resfriamento dos edifícios.
Exemplos: Manila (Filipinas), Lagos (Nigéria) e Lima (Peru)

Metrópoles em expansão
População alta. PIB alto. Densidade baixa.
Uma cidade com população enorme, vivendo em uma grande área, muitas vezes com baixa densidade populacional. Por isso, a rede de grandes avenidas e estradas é a solução mais cômoda para locomoção – mesmo com engarrafamentos diários.
Em sua maioria, as metrópoles extensas estão localizadas em países desenvolvidos e algumas são cidades-modelo, com desenvolvimento planejado e impulsionado pela forte economia industrial e pelas áreas de finanças e tecnologia. Há também aquelas com bairros superpopulosos, principalmente em subúrbios.
No entanto, por causa da vasta extensão e da baixa densidade, essas metrópoles têm altíssimo consumo energético, o maior entre os seis arquétipos. Pelo estilo de vida de alto padrão, os maiores índices de gastos estão nas residências e nos veículos. Uma pesquisa de 2010 apontou que 38% da energia global é consumida em cidades com este perfil.
Exemplos: Houston e Los Angeles (EUA), Rio de Janeiro (Brasil) e Tóquio (Japão)

Megacentros em desenvolvimento
População alta. PIB baixo. Densidade populacional baixa.
São cidades que vêm crescendo rapidamente, especialmente por causa da industrialização agressiva nas últimas décadas. Agora, elas precisam encarar grandes desafios para se tornarem verdadeiras potências urbanas no futuro.
Em muitos megapolos em desenvolvimento, o sistema de transporte deixa a desejar e as pessoas ainda usam o carro como principal forma de se locomover. A população comumente se divide entre casas maiores para famílias mais prósperas em subúrbios ricos com boa infraestrutura e em áreas densamente povoadas na região central.
Em razão das mudanças e do crescimento acelerado, a economia se apoia tanto em serviços e turismo como em agricultura e pequenas fábricas. Da mesma forma, a situação energética divide-se entre indústria, transporte e residências, principalmente porque a maioria dos cidadãos não têm salários altos e mantêm um estilo de vida mais modesto.
Exemplos: Nairobi (Quênia), Haiderabad (Índia) e Chongqing (China).

Centros urbanos subdesenvolvidos
População baixa. PIB baixo. Densidade média.
Uma cidade com população relativamente baixa que vive em casas pequenas e habitações populares em uma periferia não distante do centro. Diferentemente de cidades mais ricas, as casas têm poucos aparelhos e eletrodomésticos, então gastam pouca energia. Muitas pessoas nem têm eletricidade. A locomoção é feita a pé, de bicicleta ou motocicleta. E a maioria trabalha para fábricas e indústrias locais, os grandes consumidores de energia da região.
Esse é o perfil da maior parte das cidades nos países em desenvolvimento. E nos próximos anos, elas serão foco tanto pela chegada de novos moradores como por importantes desafios para um crescimento com qualidade.
Exemplos: Marrakech (Marrocos), Nanchong (China), Argel (Argélia) e Kathmandu (Nepal).

Comunidades prósperas
População baixa. PIB alto. Densidade média.
Um/a morador/a deste arquétipo de cidade vive em uma casa espaçosa nos amplos subúrbios e trabalha em uma das poucas gigantes industriais da região, que empregam a maior fatia da população. Pela comodidade, sua rotina inclui dirigir diariamente, ainda que o sistema de transporte já seja desenvolvido ou esteja melhorando.
Este é o perfil das comunidades prósperas, que normalmente têm de 750 mil a 3 milhões de habitantes e são encontradas não só na Europa, mas também no Japão e Coréia do Sul. O centro das cidades mantém áreas mais densamente habitadas, mas os extensos subúrbios atraem a população com sua boa infraestrutura.
Em razão do estilo de vida, as comunidades prósperas têm alto consumo energético.
Exemplos: Estocolmo (Suécia), Copenhague (Dinamarca), Calgary (Canadá) e Dubai (Emirados Árabes).
Disponível em:

Disponível em: https://exame.com/mundo/estes-sao-os-6-tipos-de-cidades-do-futuro

Proposta de redação 20MUV02A

Redija um editorial sobre as causas dos mais abrangentes problemas das grandes cidades brasileiras.

SITUAÇÃO B

EDITORIAL
Saúde mental preocupa
1º.nov.2019 às 2h00
O crescimento das internações psiquiátricas no país já pressiona tanto a rede pública de saúde como a privada.
O fenômeno não poupa nem mesmo as crianças: nos últimos cinco anos, a taxa de internação de jovens entre 10 e 14 anos por causas psiquiátricas passou de 14 para 19 a cada 100 mil habitantes. O principal motivo desse aumento foram as tentativas de suicídio.
Na rede privada, o cuidado com transtornos mentais —internações e consultas em todas as modalidades— representou 27,4% do total de atendimentos prestados pelos planos de saúde em 2018. Em 2016, eram apenas 16%.
A situação na rede pública é ainda mais dramática, já que muita gente não recebe atenção por conta da baixa oferta de serviços oferecidos nessa especialidade.
Se um diagnóstico médico qualquer já pode ser complexo, na psiquiatria é ainda mais complicado. Inclusive para entender esses números preocupantes: o crescimento nos atendimentos não significa, necessariamente, que todo o mundo esteja enlouquecendo.
Parte do aumento se explica pelo fato de as pessoas já não se sentirem tão envergonhadas em procurar ajuda psiquiátrica, o que é bom. Mas pode haver também um certo exagero nos diagnósticos. Critica-se muito, por exemplo, uma certa banalização da depressão.
O fato é que o avanço do suicídio entre jovens é alarmante. Lidar com essa situação num momento de crise, em que a grana da saúde é curta, não é nada fácil. No SUS, é fundamental melhorar o atendimento a dependentes de drogas e álcool e investir em prevenção.
A maior procura por serviços de saúde mental veio para ficar. O sistema vai ter de aprender a lidar com isso.

Disponível em: https://agora.folha.uol.com.br/editorial/2019/11/saude-mental-preocupa.shtml

Proposta de redação 20MUV02B

Redija uma carta aberta em defesa da promoção de saúde mental na sociedade brasileira. A carta deve ser assinada pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

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