Tema de redação 20MEV06 e sugestões de leitura – Comida, cultura e saúde (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: https://dehealthyfood.web.app/healthy-food-ads.html

Estudos para o tema de redação 20MEV06

Palavras-chave – comida, alimentação, alimento, cultura, saúde pública, dieta, fitness, autoajuda, ecologia, impactos ecológicos, anticientificismo, capitalismo, economia, sustentabilidade, produção agropecuária, fiscalização, consumismo.

Texto 20T149

Texto 20T150

Texto 20T151

Tema de redação 20MEV06
Comida, cultura e saúde

Texto 01

“A FAO e outras quatro agências da ONU (FIDA, PMA, OMS e UNICEF) lançaram ontem os mais novos dados globais sobre a fome e outras formas de mal nutrição, por meio da edição 2019 do relatório anual o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi, no acrônimo em inglês).
Sofi 2019 apresenta uma inovação na forma de medir a mal nutrição global. O relatório introduz um segundo indicador, chamado Fies (“Food Insecurity Experience Scale”), que contribui para monitorar não apenas a fome, mas também outras formas de mal nutrição. O Fies é utilizado no Brasil, pelo IBGE, desde 2004, por meio das Pnads.
Diferentemente do tradicional indicador Prevalência da Subnutrição (PoU, na sigla em inglês), que mede a porcentagem e número de pessoas que sofrem fome, o Fies fornece informações sobre o número de pessoas que enfrentam incertezas sobre sua capacidade de obter alimentos nutritivos e suficientes ao longo do ano. Isso inclui não apenas as pessoas em estado de segurança alimentar severa (fome), mas também aquelas em estado de insegurança alimentar moderada.
Nesse sentido, enquanto o PoU indica que cerca de 820 milhões de pessoas sofreram de fome no mundo em 2018; o Fies aponta que cerca de 2 bilhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa, um valor quase 2,5 vezes maior. Isso tem impacto direto no aumento de outras formas de mal nutrição, como a deficiência de micronutrientes e também a obesidade.
Há fatores que explicam a relação direta entre insegurança alimentar e obesidade. Por exemplo: quando as pessoas têm menos recursos para obter alimentos, elas optam pelos mais econômicos e acessíveis.
O problema é que tais alimentos ultra-processados (embutidos, preparações instantâneas, biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes, etc..) passaram por técnicas e processamentos com alta quantidade de sal, açúcar, gorduras, realçadores de sabor e texturizantes. Não possuem qualquer benefício nutricional. Ao contrário, os alimentos ultra-processados são uma das principais causas dos altos índices de obesidade que estamos observando em todo o mundo.”

Fonte: https://nacoesunidas.org/artigo-ja-existem-mais-obesos-que-famintos/

Texto 02

“A população mundial deverá ser de quase 10 bilhões de pessoas em 2050. Para alimentar tanta gente, a produção de alimentos terá que aumentar 70%, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A grande questão é: conseguiremos atingir essa marca? Ria Hulsman, gerente regional para América Latina e Caribe da universidade holandesa de Wageningen, acredita que sim. ‘Nós já estamos produzindo muita comida e aumentando um pouco poderíamos alimentar todo mundo. Mas não é apenas uma questão técnica. É também política’.”

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/04/teremos-alimentos-para-todos-em-2050-questao-e-saber-se-eles-serao-distribuidos.html

Texto 03

“O agronegócio muitas vezes é criticado pelo uso de agrotóxicos e outras tecnologias durante a produção de alimentos, as quais visam atingir a capacidade máxima de produção, mas que dependendo da quantidade e frequência que são utilizadas, podem ser prejudiciais para a saúde humana.
Frente a isso, a agricultura orgânica é colocada como uma solução para garantir uma alimentação mais saudável. Entretanto, é importante que se questione até que ponto, de fato, a agricultura orgânica é melhor.
Por se tratar de um manejo mais rudimentar e que utiliza fertilizantes orgânicos, tal tipo de agricultura não consegue garantir alimentos em quantidade suficiente. Sem contar, ainda, com a falta de acesso a tal produção, que na maioria das vezes é vendida por preços que não condizem com a renda média da população. ‘Quando se fala de produzir somente orgânico, você está falando de excluir pessoas do consumo de alimentos em nível de segurança alimentar. E normalmente quem é excluído são as pessoas mais pobres’, comenta Flávia.
Sendo assim, de modo geral, a melhor solução para reduzir a insegurança alimentar envolve focar no investimento de tecnologia e em políticas públicas de incentivo à alimentação saudável. Para Flávia, esse estímulo precisaria vir principalmente de políticas educacionais. ‘A população precisa ter uma educação melhor para poder escolher a melhor alimentação para si mesmo’, diz.
Já para Fabrício, o governo também precisa se planejar para saber lidar com o crescimento populacional. ‘A população mundial cresce em um ritmo bem mais acelerado do que o investimento em tecnologia e até a própria capacidade dos governos de se planejarem para essa segurança alimentar’, diz. Por isso, é essencial que os programas continuem investindo no desenvolvimento técnico dos produtores. Até porque, ‘sem essas tecnologias, o mundo morreria de fome’.”

Fonte: https://paineira.usp.br/aun/index.php/2018/05/17/abag-seguranca-alimentar-o-desafio-de-garantir-alimentos-saudaveis-para-as-futuras-geracoes/

Proposta de redação 20MEV06A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Redija uma dissertação argumentativa sobre o porquê de tantas pessoas gostarem de comer, mas não de cozinhar.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20MEV06B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Comer bem e de forma saudável, um dos maiores desafios da sociedade brasileira no século XXI.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 20MEV06C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um texto crítico para ser publicado em uma rede social em que você se posicione sobre os principais entraves para que toda a humanidade possa ser alimentada de forma digna e saudável.

Instruções para as propostas de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.
3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.
4.Nunca copie trechos dos textos motivadores.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.
5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.
5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.
5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.
5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

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