Tema de redação 20N35 e sugestões de leitura – Mobilidade urbana (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagem: https://www.andysinger.com/

Estudos para o tema de redação 20N35

Palavras-chave – mobilidade urbana, plano diretor, urbanização, desigualdade social, modais de transporte.

Texto 20T133

https://www.tecmundo.com.br/mobilidade-urbana-smart-cities/149480-cinco-caminhos-futuro-mobilidade-urbana.htm

Texto 20T134

Texto 20T135

Tema de redação 20N35

Mobilidade urbana

Textos de apoio para as situações A e B.

“Apesar da importância, as questões relativas a mobilidade e transporte nos centros urbanos não costumam ter prioridade nas campanhas eleitorais majoritárias. Economia, educação, segurança e saúde são os principais temas questionados e debatidos pelos candidatos.

O professor Mauro Zilbovicius, da Escola Politécnica da USP, diz que ‘não se discute claramente o que fazer e o que não fazer nessa área’.

‘Mobilidade é a possibilidade de usufruir da própria cidade’, reforça o especialista em transporte público. ‘Não só para acessar o emprego ou as oportunidades de consumo, mas cultura, lazer, vida em geral. Isso é fundamental e cada vez mais importante.’

‘É impressionante como a mobilidade urbana é um problema comum a todos os indivíduos’, acrescenta Zilbovicius. ‘Todo mundo se envolve na cidade: rico ou pobre, com condições melhores ou piores.’.”

Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/mobilidade-urbana-e-problema-chave-no-brasil/

Texto 02.

“Se locomover dentro de uma cidade ou até mesmo entre municípios nem sempre é uma tarefa fácil. Ônibus lotados, trens atrasados e linhas de metrô que não são tão acessíveis fazem parte da realidade da mobilidade urbana brasileira.

Mas você sabe de quem cobrar soluções para esses tipos de problemas? Apesar de o transporte ser uma estrutura de responsabilidade compartilhada, será que um governador pode prometer ampliar os corredores de ônibus de uma determinada cidade?

O Idec explica quem cuida do que na mobilidade urbana. Confira.

Governo federal

O governo federal é órgão responsável por definir regras gerais de trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro e a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Cabe a ele também a manutenção e construção de estradas federais, além da ampliação do transporte rodoviário, fluvial interestadual e ferroviário, como a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

Estado

A obrigação dos estados na mobilidade urbana é integrar seus meios de transporte aos municípios. Compete a ele a criação e ampliação de linhas de ônibus interestaduais, assim como da maior parte dos metrôs e trens.

No âmbito estadual, cabe ao Detran (Departamento de Trânsito) administrar e fiscalizar o trânsito de veículos assim como a formação de seus condutores.

Prefeitura

As prefeituras e seus órgãos são os principais responsáveis pela mobilidade urbana. Cabe a eles a ampliação e manutenção de ônibus municipais, corredores e ciclovias.

A sinalização de trânsito também é uma obrigação das prefeituras, assim como o monitoramento e a aplicação de multas, por meio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego, por exemplo).

O órgão ainda é responsável por elaborar o Plano de Mobilidade Municipal, que deve ter como prioridade os meios de transporte ativo – caminhada e bicicletas – e coletivos.

Concessionária

Tanto o governo federal, quanto o Estado e prefeitura podem transferir a gestão da rede de transportes para concessionárias, porém ainda é responsabilidade dos governos criar agências reguladoras que fiscalizem essas companhias privadas.

Isso é bem comum no País, mesmo assim, poucas pessoas sabem que independentemente de qual empresa está administrando aquele meio de transporte, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) garante que a companhia privada e o órgão estatal são responsáveis pela qualidade do serviço.”

Fonte: https://idec.org.br/dicas-e-direitos/quem-cuida-do-que-na-mobilidade-urbana

Texto 03.

“O problema de mobilidade urbana nas grandes cidades é um dos principais desafios para melhorar a qualidade de vida da população, apontou audiência pública realizada nesta segunda-feira (20) pela Comissão Senado do Futuro (CSF). Moradores de regiões metropolitanas gastam até quatro horas no trajeto entre a casa e o trabalho, afirmaram participantes do debate. Eles defenderam maior integração entre municípios e participação popular na busca por soluções.

Segundo o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani, parte significativa da população vive nas periferias de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e precisa se deslocar para os centros urbanos em busca de trabalho:

— A pessoa fica às vezes três ou quatro horas no ônibus. Isso leva a uma fadiga física e mental — sustentou Paviani.

A professora Gabriela Tenório, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, ressaltou que o desafio é adequar as cidades ao crescimento populacional.

— A cidade vai crescendo e se espalhando no território, o que dificulta seu funcionamento. Uma cidade mais densa, mais compacta, é o mais desejado — disse.

Além do problema de deslocamento, equipamentos públicos como praças e serviços são mais escassos nas áreas periféricas, o que impacta a qualidade de vida dessas pessoas, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da UnB Lúcio Rennó. Na avaliação dele, o caminho para melhorar a vida nas metrópoles é desconcentrar as oportunidades de emprego e ao mesmo tempo estimular parcerias entre municípios para solução de problemas comuns:

— Há pouca colaboração e cooperação entre governos estaduais e municipais, entre municípios e a União para solução desses problemas. É preciso pensar como podemos estimular essa cooperação, mas tendo claras as dificuldades — assinalou.

Já o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, acredita que os governos precisam ouvir mais a população. Ele afirmou que o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001), que estabeleceu parâmetros para o planejamento dos municípios, prevê a participação da sociedade civil nas decisões sobre a urbanização, mas que na prática isso pouco avançou:

— Temos um Estatuto da Cidade que é falacioso. Ele fala de participação popular, mas só fala. Não tem como operacionalizar essa participação popular. Temos que ter lei dizendo como isso deve ser feito — defendeu.”

Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/08/20/mobilidade-urbana-e-desafio-para-melhorar-qualidade-de-vida-aponta-audiencia

Proposta de redação 20N35A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Faça uma dissertação sobre quais são os principais prejuízos sociais, econômicos e culturais da precária mobilidade urbana da maioria das grandes cidades brasileiras.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N35B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a melhoria da mobilidade urbana no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Mobilidade urbana: o desafio para as cidades no século XXI

Artigo de Glauco Peres da Silva, economista e professor e da USP

08/02/2017

A mobilidade nos centros urbanos é objeto de crescente preocupação no meio acadêmico e para os gestores de políticas públicas. O adensamento populacional em áreas de pequena extensão relativa, antes sinal de progresso e modernidade, atualmente apresenta problemas sérios de várias ordens que reverberam na capacidade de deslocamento dos indivíduos. A mobilidade urbana deficiente é um problema de múltiplas causas e, portanto, exige esforços em várias direções. Ao mesmo tempo, essas soluções envolvem grandes custos de planejamento e dependem de soluções em outras dimensões também problemáticas, como a maneira pela qual o território urbano é ocupado ou a questão ambiental. Além disso, o deslocamento pelas cidades tem impacto econômico considerável.

Nas grandes cidades brasileiras, de modo geral, a expansão urbana se deu como decorrência de um grande fluxo migratório das áreas rurais para as cidades, no sentido Norte-Sul do país – sem um proporcional aumento de infraestrutura que atendesse às necessidades do rápido crescimento. Essa expansão urbana teve causas e consequências econômicas: o deslocamento movido pela busca de melhores condições de vida proporciona a aglomeração das cidades, que, por sua vez, gera rendimentos crescentes, provocando maior crescimento econômico dessas áreas. A formação das periferias, comumente ocupadas por famílias de menores faixas de renda, deu às cidades brasileiras características muito marcadas: cinturões de pobreza bastante adensados formando uma franja urbana. Apesar do ganho econômico proporcionado por aquele incremento populacional, o adensamento mais rápido do que a capacidade de oferecer serviços públicos nessas regiões acentuou o problema do deslocamento dentro dos perímetros urbanos: os equipamentos públicos e a oferta de emprego permaneceram concentrados espacialmente, enquanto o espaço urbano se expandia. Esse contexto gerou fluxos pendulares populacionais em geral de mesma direção: maior deslocamento para regiões mais centrais para realizar atividades cotidianas ao longo do dia e maior fluxo às periferias no final do dia, retornando para seus domicílios.

Essa dinâmica faz os fluxos gerados pelo deslocamento cotidiano de pessoas serem similares tanto no trajeto como no modal de transporte utilizado. Dois efeitos decorrem dessa similaridade no trajeto e no modal de transporte: a sobrecarga dos sistemas de transporte e a sobrevalorização das regiões mais centrais das cidades.

Surge assim um desafio importante ao deslocamento urbano: atender às demandas por locomoção é altamente custoso. Por um lado, o volume desses deslocamentos seguindo os mesmos trajetos implica expandir a oferta de meios de transporte nessas direções em áreas já ocupadas; por outro, o custo de alterar vias urbanas adensadas em áreas centrais das cidades é elevado. O exemplo da ampliação de vias de metrô é emblemático: ainda que suporte o deslocamento de número considerável de passageiros, a construção de novas estações em áreas já ocupadas torna o empreendimento muito mais caro. As alternativas buscadas para resolver essas dificuldades passam pelo incentivo a transportes de superfície, como ônibus e trens urbanos, e a modais individuais, como bicicletas ou até mesmo deslocamentos a pé. A velocidade de deslocamento é o conceito-chave considerado nessa dimensão. O incentivo ao transporte público de fato provoca aumento na velocidade de deslocamento, notadamente em horários de pico, justificando a intervenção do poder público.

Do ponto de vista da ação governamental, o desafio está em criar essas opções ao mesmo tempo que se concorre com a tendência de aumento no transporte motorizado individual, seja via carro, seja via motocicletas. Estima-se para o ano de 2010, na América Latina, uma média de 2,5 registros de novo veículo motorizado para cada nascimento. Ainda que não seja uniforme em todas as cidades e países, a expansão do transporte individual está entre os mais preocupantes desafios que as cidades estão enfrentando. Não sem razão, a regulação do uso do automóvel está entre as principais soluções propostas por especialistas, pois essa tendência de aumento é inevitável e observável em todo o mundo. Ações como pedágio urbano, como feito em Londres, que transferem ao motorista do veículo os custos sociais de sua escolha, ou a cobrança de tarifas diferentes para o uso de vias em horários de maior pico, são recomendações que ainda suscitam bastante polêmica.

A emissão de poluentes é possivelmente o segundo maior desafio colocado para a mobilidade urbana. Os centros urbanos são em geral áreas em que há acúmulo de gases poluentes emitidos por veículos motorizados. Aproximadamente um quinto de toda a emissão de CO2 é gerado por veículos que utilizam combustíveis fósseis. Assim, a expansão de modais alternativos é vista como uma solução tanto para a redução da velocidade de deslocamento como para a qualidade de vida das populações urbanas.

Por fim, se a ação para a promoção de novas formas de deslocamento em áreas urbanas deve se adequar à distribuição da população pelo território, ela também cria incentivos para o deslocamento dessa população. Áreas mais bem servidas de diferentes modais de transporte e o próprio incentivo à criação de atividade econômica em novas áreas da cidade alteram os sentidos de deslocamento das pessoas. A preocupação com o deslocamento das pessoas deve acontecer ao mesmo tempo que se discute a forma como o território urbano será ocupado, por que tipo de construções e atividades, e quais áreas serão preservadas, como uma forma direta de garantir a viabilidade das grandes cidades em um futuro próximo.

Como pode ser visto, os desafios sobre a questão da mobilidade urbana são significativos e se desdobram em várias dimensões que se reforçam mutuamente. A mobilidade dentro de grandes centros urbanos é um desafio fundamental que se coloca como resultado de um longo processo histórico de formação das cidades e de aglomeração da população. Não será simples a alteração desse rumo.

Este artigo é parte do encarte Desigualdade em Movimento, publicado em parceria com Centro de Estudos da Metrópole (Cem) e Le Monde Diplomatique Brasil. Acesse a publicação completa em: http://bit.ly/olcdem

Fonte: https://www.oxfam.org.br/noticias/mobilidade-urbana-o-desafio-para-as-cidades-no-seculo-xxi

Proposta de redação 20N35C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um relato sobre como seria a cidade com a mobilidade urbana ideal.

Proposta de redação 20N35D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Em um editorial, escreva sobre as principais causas da precária mobilidade urbana da maioria das cidades brasileiras.

Instruções para as propostas de redação C e D:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

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