Tema de redação 20MEV04 e sugestões de leitura – Conhecimento versus informação (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, Famema, Famerp, etc.)

Fonte: http://pawelkuczynski.com/

Estudos para o tema de redação 20MEV04

Palavras-chave – informação, conhecimento, Era da Informação, “fake news”, pós-verdade, educação, internet, conhecimento em rede, inteligência coletiva.

Texto 20T145

Texto 20T146

Texto 20T147

Tema de redação 20MEV04
Conhecimento versus informação

Texto 01

“Entre o conhecimento comum e o conhecimento científico a ruptura nos parece tão nítida que estes dois tipos de conhecimento não poderiam ter a mesma filosofia. O empirismo é a filosofia que convém ao conhecimento comum. O empirismo encontra aí sua raiz, suas provas, seu desenvolvimento. Ao contrário, o conhecimento científico é solidário com o racionalismo e, quer se queira ou não, o racionalismo está ligado à ciência, o racionalismo reclama fins científicos. Pela atividade científica, o racionalismo conhece uma atividade dialética que prescreve uma extensão constante dos métodos.”

Fonte: Gaston Bachelard, 1884-1962 – filósofo e poeta francês.

Texto 02

“O matemático e filósofo britânico Bertand Russell, um dos mais influentes pensadores do século XX, dizia que o maior problema do mundo moderno é que as pessoas preparadas e capazes estão sempre cheias de dúvidas, enquanto as desinformadas e incapazes estão sempre cheias de certezas. Incômodo semelhante sentia o escritor Umberto Eco, que não escondia irritação com o uso cada vez mais descuidado de um dos grandes avanços da humanidade, a internet. Com fino humor, ele dizia que, antes das redes sociais, os “tolos da aldeia’’ tinham direito à palavra ‘em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade’. E concluía que ‘o drama da internet é que ela pode transformar qualquer tolo da aldeia em portador de uma suposta verdade planetária’.
O fenômeno que tanto incomodava a Bertrand Russell e Umberto Eco foi estudado pelos psicólogos americanos Justin Kruger e David Dunning, da Universidade de Cornell. Eles descreveram o efeito Dunning-Kruger, segundo o qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto julgam saber mais que outros mais bem preparados. Os cientistas concluíram que muitas vezes a ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento, dando a pessoas desqualificadas a sensação de uma “superioridade ilusória”. Assim, indivíduos com ideias preconcebidas, intuições, vieses e pressentimentos constroem versões distorcidas da realidade e se agarram à ilusão de que são detentores de conhecimento confiável.
Os estudiosos dessa ‘superioridade ilusória’ analisam que, quanto mais ignorante alguém for em um assunto, menos qualificado será para avaliar a habilidade de qualquer pessoa que trabalhe no mesmo assunto, incluindo sua própria habilidade. Quando alguém usa uma rede social para disseminar absurdos e ninguém o contrapõe, esse indivíduo se assume um expert. Isso resulta em uma percepção artificialmente inflada das suas próprias habilidades, muitas vezes temperada pelo ego. O mesmo efeito fará com que pessoas igualmente incompetentes se parabenizem e se apoiem, pois não conseguem detectar suas insuficiências. Por isso, muitos ambientes de discussão efervescente são nada mais que arenas da ignorância, que afugentam as pessoas mais habilitadas a iluminar o debate.”

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/30545109/artigo—o-embate-entre-o-conhecimento-e-a-ignorancia

Texto 03

“Existe um subvalorizado paradoxo da sabedoria que exerce um papel fundamental em nossas democracias liberais avançadas e hiperconectadas: quanto maior o volume de informação que circula, mais dependemos dos chamados mecanismos de reputação para que ela seja avaliada. O que faz isso ser paradoxal é que o acesso muito maior à informação e à sabedoria que temos hoje não nos empodera ou nos faz mais autônomos cognitivamente. Em vez disso, estamos mais dependentes dos julgamentos e avaliações de outras pessoas a respeito da informação que se coloca diante de nós.
Estamos experimentando uma mudança de paradigma fundamental em nossa relação com o conhecimento. Da “era da informação” estamos rumando em direção à “era da reputação”, em que a informação só terá valer se já vier filtrada, avaliada e comentada por outros. Vista sob essa ótica, a reputação se tornou um pilar central da inteligência coletiva hoje. É a guardiã da sabedoria, e as chaves do portão estão em poder de outros. A maneira na qual a autoridade do conhecimento é agora construída nos faz dependentes dos julgamentos, inevitavelmente enviesados, de outras pessoas, a maior parte das quais não conhecemos.”

Fonte: https://www.nexojornal.com.br/externo/2018/04/07/Diga-adeus-%C3%A0-era-da-informa%C3%A7%C3%A3o.-Agora-o-que-vale-%C3%A9-a-reputa%C3%A7%C3%A3o

Texto 04

“De que valeria a obstinação do saber se ele assegurasse apenas a aquisição dos conhecimentos e não, de certa maneira, e tanto quanto possível, o descaminho daquele que conhece? Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir.”

Fonte: Michel Foucault

Proposta de redação 20MEV04A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Disserte sobre o paradoxo que envolve a existência de tantas informações falsas ou grosseiramente construídas a respeito de vacinas, de questões climáticas, de personalidades, etc., que são compartilhadas por meio da internet e o fato de estarmos na Era da Informação, quando nunca houve tanto conhecimento disponível, quando nunca tanta informação esteve acessível meio de um mesmo recurso tecnológico, etc.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:
1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20MEV04B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A importância do conhecimento e da ciência em tempos de pós-verdade.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem (proposta B):
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Proposta de redação 20MEV04C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um texto expositivo que poderia ser incluído numa obra de referência em que você estabeleça as relações e as diferenças entre dado, informação, conhecimento e sabedoria.

Instruções para as propostas de redação C:
1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.
3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.
4.Nunca copie trechos dos textos motivadores.
5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.
5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.
5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.
5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.
5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

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