Tema de redação 20N33 e sugestões de leitura – Futuro do trabalho (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagem: Revista Galileu – Futuro do trabalho.

Estudos para o tema de redação 20N33

Palavras-chave – futuro do trabalho, trabalho, profissão, inteligência artificial, desemprego, substituição tecnológica, automação.

Texto 20T129

Texto 20T130

Texto 20T131

Tema de redação 20N33

Futuro do trabalho

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Nos próximos 20 anos, é provável que testemunhemos algumas das rupturas mais significativas na força de trabalho e na forma como trabalhávamos até pouco tempo. Isso tem sido impulsionado pelas tendências demográficas e socioeconômicas da última década, como a rápida urbanização e a globalização, aliadas a avanços ainda mais rápidos em tecnologia, desde a internet móvel até o aumento da automação e machine learning.

Instituições globais líderes, do Banco Mundial ao MIT, têm investido esforços e iniciativas focadas em entender a evolução dos empregos e em abordar uma questão-chave: como os talentos podem ser desenvolvidos e implantados para garantir que mais de 7 bilhões de pessoas possam exercer suas potencialidades profissionais?” 

Fonte: https://forbes.com.br/carreira/2018/08/3-tendencias-sobre-o-futuro-do-trabalho/

Texto 02.

Fonte: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1607159141016852-a-era-dos-robos-por-ricardo-cammarota

Texto 03.

“A maior adoção do trabalho remoto, e sua possível eficácia e consequências nas grandes corporações nos últimos meses, não deve pautar a discussão sobre futuro de trabalho no pós-pandemia. Corporações, empresas e governos precisam repensar questões envolvendo a “uberização” do trabalho e a forma como estabelecem contato e contratos com trabalhadores. Do contrário, é possível a criação de um cenário de mercado de trabalho que seja dividido pelo lado “digital, da indústria 4.0, da internet das coisas” com outro marcado pela informalidade e relações precárias e arcaicas de trabalho. A opinião é de Ricardo Antunes, professor de Sociologia do Trabalho da Unicamp, em entrevista concedida à editora do Valor, Stela Campos…”

Fonte: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/06/22/precisaremos-repensar-o-futuro-do-trabalho-no-pos-pandemia.ghtml

Texto 04.

“As regras trabalhistas vêm sofrendo significativas alterações desde 2017, com a aprovação da reforma, mas a pandemia de covid-19 em todo o mundo tem acelerado as mudanças nas relações de trabalho e seu impacto deve perdurar até mesmo quando a situação voltar à normalidade.

Esta é a opinião de quatro especialistas ouvidos por esta coluna. São eles:  a doutora em Direito do Trabalho Ana Virgínia Moreira Gomes, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), Adriana Calvo, autora do Manual de Direito do Trabalho e membro da comissão de Direito do Trabalho da OAB/SP, Antonio Rodrigues de Freitas Júnior, professor do departamento do Direito do Trabalho da USP e Rafael Mello, advogado especializado em Direito do Trabalho sócio da Mazzucco & Mello Advogados.

A pandemia acelerou a flexibilização das regras trabalhistas que já vinha acontecendo e até mesmo precarizou as relações de trabalho no Brasil, opinam os especialistas.

“Do ponto de vista jurídico, o que a covid-19 introduziu no Brasil foi uma severíssima precarização das condições de trabalho, uma grande retirada de direitos do empregado em relação ao empregador. Os esforços para preservar empregos foram tímidos, os esforços para cobrir as perdas salariais foram tímidos e os esforços para proteger os não empregados foram feitos por um processo burocrático feito por quem não conhece as necessidades e características dessa população”, afirma Freitas Júnior.

Em todo o mundo, diversos países adotaram regras para lidar com o problema de conjugar uma quarentena que impede as pessoas de saírem para o trabalho a fim de evitar a propagação em massa do coronavírus e a consequente superlotação de hospitais com a diminuição ou completa falta de renda que isso ocasiona.

O diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), o etíope Tedros Adhanom, tem dito com frequência que é preciso que os governos deem especial atenção à população mais vulnerável economicamente. “É preciso pôr dinheiro na mão de mais pobres para vencer covid-19”, disse.

No Brasil, após decretar estado de calamidade pública, o governo adotou as medidas provisórias 927, 936 e 946, que instituíram uma série de alterações nas regras trabalhistas durante a pandemia do covid-19..” (…)

Fonte: https://noticias.r7.com/prisma/o-que-e-que-eu-faco-sophia/covid-19-como-a-pandemia-afeta-o-emprego-hoje-e-no-futuro-01052020

Proposta de redação 20N33A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

        Escreva uma dissertação sobre quais são os principais desafios para as pessoas que hoje se formam com o objetivo de ingressarem no mercado de trabalho nos próximos 10 anos.

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

1.   A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.

2.   O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.

3.   Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N33B – dissertação – Enem.

        A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Como melhor preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho contemporâneo?”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

1.   O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

2.   O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.

3.   A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.

4.   A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.

5.   A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.

6.   A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

Como a COVID-19 pode mudar o futuro do trabalho?

Publicado em 27/05/2020Atualizado em 27/05/2020

Milhões de pessoas em todo o mundo estão trabalhando remotamente devido à pandemia de COVID-19, e agora especialistas estão questionando se este pode ser o futuro do trabalho, pelo menos para aquelas pessoas cujo emprego não exige presença física em um local específico.

O UN News conversou com Susan Hayter, consultora técnica sênior sobre o futuro do trabalho na Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, sobre como a COVID-19 pode mudar nossa vida profissional. Leia a entrevista completa.

Milhões de pessoas em todo o mundo estão trabalhando remotamente devido à pandemia de COVID-19, e agora especialistas estão questionando se este pode ser o futuro do trabalho, pelo menos para aquelas pessoas cujo emprego não exige presença física em um local específico.

O UN News conversou com Susan Hayter, consultora técnica sênior sobre o futuro do trabalho na Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, sobre como a COVID-19 pode mudar nossa vida profissional.

Quais serão os efeitos de longo prazo da pandemia no mercado de trabalho dos países desenvolvidos após o término da crise imediata?

Antes da pandemia, já havia muita discussão sobre as implicações da tecnologia para o futuro do trabalho. A mensagem era clara: o futuro do trabalho não é pré-determinado, cabe a nós moldá-lo.

No entanto, esse futuro chegou mais cedo do que o previsto, pois muitos países, empresas e trabalhadores passaram a trabalhar remotamente para conter a transmissão da COVID-19, mudando dramaticamente a maneira como trabalhamos. As reuniões virtuais remotas agora são comuns e a atividade econômica aumentou em várias plataformas digitais.

À medida que as restrições forem suspensas, uma pergunta que está na cabeça de todos é se isso se tornará o “novo normal”. Algumas grandes empresas das economias desenvolvidas já disseram que o que tem sido um piloto não planejado – o teletrabalho remoto – se tornará a maneira padrão de organizar o trabalho. Os trabalhadores não precisarão se deslocar novamente, a menos que optem por fazê-lo.

Isso é algo positivo?

Isso pode ser motivo de comemoração para as pessoas e o planeta. Mas a ideia do fim do escritório é certamente exagerada. A OIT estima que, em países de alta renda, 27% dos trabalhadores possam trabalhar de casa. Mas isso não significa que eles vão continuar trabalhando remotamente.

A questão é como podemos adaptar as práticas de trabalho e colher os benefícios dessa experiência com o trabalho remoto – para empregadores e trabalhadores – sem perder o valor social e econômico do trabalho presencial.

Ao celebrar as inovações na organização do trabalho que apoiaram a continuidade dos negócios durante a crise de saúde, não podemos esquecer que muitos perderam o emprego ou fecharam os negócios, pois a pandemia paralisou algumas indústrias. Para aqueles que estão retornando ao seu local de trabalho, a qualidade será uma questão fundamental, em especial a garantia de que os locais sejam seguros e saudáveis.

O que precisa acontecer em seguida?

O grau de confiança dos trabalhadores nas medidas adotadas pelos empregadores para tornar os locais de trabalho seguros sem dúvida terá um impacto no retorno. O envolvimento com representantes sindicais, onde estes existem, é essencial.

Tudo, desde protocolos para distanciamento social, monitoramento e testes, bem como a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPI), precisam ser discutidos para que isso funcione.

Para os trabalhadores da “economia dos bicos”, como entregadores de alimentos e motoristas de aplicativos, o trabalho não é um lugar, mas uma atividade realizada para obter uma renda. A pandemia revelou a falsa escolha entre flexibilidade e segurança de renda. Esses trabalhadores podem não ter ou ter acesso inadequado a licenças médicas e benefícios de seguro-desemprego. Precisamos garantir que seu trabalho seja realizado em condições seguras.

Quão diferente será o local de trabalho nos países em desenvolvimento?

A OIT estima um declínio de 60% nos ganhos dos quase 1,6 bilhão de trabalhadores da economia informal no primeiro mês da crise. Esses trabalhadores simplesmente não conseguem trabalhar remotamente e enfrentam a escolha impossível de arriscar a vida ou o sustento.

Alguns países adotaram medidas para aumentar essa renda essencial e, ao mesmo tempo, garantir higiene e EPI adequados para funcionários e clientes, empresas e trabalhadores informais.

À medida que as empresas começam a avaliar a eficácia da mudança para o trabalho remoto e sua capacidade de lidar com questões de segurança de dados, novas oportunidades podem se abrir em serviços nos países em desenvolvimento com a infraestrutura necessária.

No entanto, essas oportunidades em atividades como desenvolvimento de software e engenharia de serviços financeiros podem ser acompanhadas pela remodelação de outros empregos, à medida que as empresas buscam melhorar o gerenciamento de inventário e a previsibilidade das cadeias de suprimentos.

Isso terá efeitos de longo prazo sobre o emprego nas economias emergentes e em desenvolvimento. O desafio é que, embora leve tempo para novos setores de serviços amadurecerem, o impacto negativo do aumento do desemprego será sentido imediatamente. Desigualdades na prontidão digital podem inibir ainda mais os países de aproveitar essas oportunidades. (…)

Fonte: https://nacoesunidas.org/como-a-covid-19-pode-mudar-o-futuro-do-trabalho/

Proposta de redação 20N33C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

        Escreva um artigo de opinião sobre como a pandemia de Covid19 impactará o futuro do trabalho.

Proposta de redação 20N33D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

        Em um editorial, escreva a respeito de quais são as competências essenciais para fazer com que uma pessoa tenha mais chance de estar empregado na atualidade.

Instruções para as propostas de redação C e D:

1.   Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.

2.   Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.

3.   Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.

4.   Nunca copie trechos dos textos motivadores.

5.   Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

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