Tema de redação 20N19 e sugestões de leitura – crime organizado (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagem:https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/25/cultura/1553527664_046647.html

Estudos para o tema de redação 20N19

Palavras-chave – crime organizado, segurança pública, máfias, carteis, comandos, milícias.

Texto 20T71

https://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=15358

Texto 20T72

Texto 20T73

Texto 20T74

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51699219

Tema de redação 20N19

Crime organizado

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.” (Lei 12.850, de 2 de agosto de 2013)

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm

Texto 02.

“Inicia-se o século XXI com forte componente do risco, vivenciando uma crise caracterizada por incertezas nevrálgicas a nível mundial e local, onde o crescimento demográfico, as modificações dos conceitos de soberania, a intensificação da necessidade de proteção aos direitos, os efeitos ambientais resultantes do modelo de desenvolvimento, o abalo dos mercados financeiros e a turbulência econômica recente trazem reflexos jurídicos e sociais evidentes, o que indica ponderações profundas a respeito da chamada globalização e suas intensas influências em todos os ramos, inclusive em sua manifestação sócio-antropológica da criminalidade.

Um dos efeitos da globalização diz respeito à modernização, organização e internacionalização do crime que, de forma imediata ou decorrente, ameaça o Estado de Direito Democrático ao explorar suas deficiências, corromper sua estrutura, preencher lacunas sociais e usurpar suas funções, transformando-se em verdadeiro, palpável, presente e atuante poder paralelo não legítimo.

A sociedade em risco gera, assim, a sociedade da insegurança e da sensação de impunidade onde o crime organizado em suas diversas modalidades, ao promover a circulação de pessoas, capitais e mesmo empresas em escala global com o intuito de favorecer a garantia dos lucros provenientes de outras práticas ilícitas, com o alcance de vítimas em todos os continentes e extratos sociais, coloca todos a bordo de perigo real e globalizado, pelo que é intuitiva a necessidade de uma atuação conjunta de combate, vigilância e prevenção.” (Danilo Fontenele Sampaio Cunha)

Fonte: https://journals.openedition.org/pontourbe/1752

Texto 03.

“Corrupção, R$ 200 bilhões por ano. Pirataria, falsificação e contrabando, R$ 160 bilhões. Tráfico de drogas, R$ 17 bilhões. A matemática financeira do crime organizado no Brasil é complexa e nunca passará de uma estimativa – até pela natureza dessa contabilidade oculta –, mas fornece uma luz sobre o poderio das organizações criminosas no Brasil e permite compreender como elas espalham seus tentáculos na política, no Judiciário, na polícia e demais poderes constituídos, deixando para trás um rasto de sangue e uma ameaça ao Estado brasileiro (…).

Os números citados acima foram elaborados pela Organização das Nações Unidades (ONU), pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social sem Fronteiras (Idesf) e pelo general Alberto Mendes Cardoso, ex-ministro do Gabinete de Segurança Nacional e criador da Agência Brasileira de Informação (Abin). Eles são calculados com base nas pistas que o crime organizado deixa, mas estão longe da exatidão.

Porém, são úteis para entender o tamanho do desafio que o Brasil tem diante de si. A título de comparação, os gastos de todos os Estados brasileiros com Segurança Pública chegaram a R$ 78 bilhões, conforme o Anuário de Segurança Pública elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ainda que seja modesto diante do que o crime organizado movimenta, o valor é fruto de um aumento de mais de 30% nos investimentos do setor nos últimos dez anos – uma enormidade.”

Fonte: https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/crime-organizado-movimenta-bilhoes-e-ameaca-o-estado-brasileiro-215082/

Proposta de redação 20N19A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

O crime organizado é uma atividade em alguns lugares com séculos de história. No Brasil, organiza-se de forma evidente ao menos desde o auge do Jogo do Bicho. A partir desse contexto, faça uma dissertação sobre a seguinte pergunta: setores do Estado e parte da sociedade civil têm relação de dependência mútua com o crime organizado no Brasil?

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N19B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Combate ao crime organizado no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

O moto-perpétuo do crime

O crime organizado é a empresa mais inovadora do País: quanto mais gente vai parar na cadeia, mais ele cresce.

Por Alexandre Versignassi

O Brasil tem mais presidiários do que médicos – são 620 mil detentos contra 400 mil doutores. A quantidade de presos cresce 7% ao ano, taxa que dobrou a população carcerária na última década. Outro aumento, menos palpável, foi o da eficiência do crime organizado, que transformou nossos presídios em quartéis-generais do tráfico.

Foi uma necessidade operacional. O core business do crime organizado é uma atividade complexa, que requer capital intensivo, comércio internacional, implantação de franquias e toneladas de logística: o tráfico de cocaína. Cada um dos diretores dessa operação não pode se dar ao luxo de tirar um período sabático cada vez que vai preso. Para a empreitada funcionar a contento, garantindo oferta constante do artigo boliviano em todo o território nacional, o cárcere tinha que deixar de ser um empecilho. Como deixou.

Deixou porque o produto que eles vendem tem demanda inelástica – um consumidor de crack não diminui sua dieta de pedras quando o preço aumenta. Essa e outras características da mercadoria garantem faturamentos pouco triviais. Um quilo de cocaína na Bolívia custa menos de R$ 10 mil. Nas ruas de São Paulo ou do Rio, depois de batizado, ele rende R$ 200 mil. Quase 2.000% de lucro, sem imposto de renda. Graças a margens assim, PCC, CV, FDN e outras irmandades do crime privatizaram o sistema carcerário. Seu poder econômico garantiu vista grossa das autoridades e lealdade canina do exército de 620 mil condenados, transformando nossos 1.400 presídios numa rede hiperconectada a serviço do tráfico. Pior: quanto mais gente acaba atrás das grades, mais essa rede cresce, num moto-perpétuo em que o combate ao crime retroalimenta o crime. Tal façanha renderia a cada um dos líderes das facções rivais um prêmio de Empresário do Ano, caso eles operassem dentro da Lei.

Como não operam, não podem contar com ela quando se sentem prejudicados. Então lavram eles mesmos as sentenças contra os rivais. Os assassinatos nos presídios de Manaus em janeiro foram uma punição da FDN ao PCC. E as retaliações e contra-ataques seguirão tingindo as paredes das celas de vermelho.  A fórmula para ao menos conter tal barbárie é óbvia: o Estado retomar o controle dos presídios. Que nossos governantes não esperem sentados, porque, se o país continuar especializando-se em produzir bandidos cada vez mais poderosos e violentos, em breve não serão só 620 mil presos. Seremos 205 milhões de condenados.

Fonte: https://super.abril.com.br/blog/alexandre-versignassi/o-moto-perpetuo-do-crime/

Proposta de redação 20N19C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça uma notícia sobre as relações entre o sistema carcerário brasileiro e o crime organizado com dados e com citações do texto acima como se o seu autor tivesse sido entrevistado.

Proposta de redação 20N19D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um editorial sobre a expansão das milícias no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras.

Instruções para as propostas de redação C e D:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.

ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

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