Tema de redação 20N18 e sugestões de leitura – dependência tecnológica (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU e demais vestibulares.)

Fonte da imagemhttps://revistaeducacao.com.br/2018/03/26/dependencia-tecnologica-um-problema-de-saude-publica/

Estudos para o tema de redação 20N18

Palavras-chave – Dependência tecnológica, vício em tecnologia, tecnologia, nomofobia.

Texto 20T67

Texto 20T68

Texto 20T69

Texto 20T70

Tema de redação 20N18

vício em tecnologia – dependência tecnológica

Textos de apoio para as situações A e B.

Texto 01.

“A dependência tecnológica, que inclui o “uso abusivo” da internet, redes sociais, celulares e jogos, não é dimensionada no Brasil, mas, para alguns especialistas, o assunto já é um problema a ser enfrentado.

Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Brasil tem 120 milhões de usuários de internet, o quarto maior volume do mundo, atrás de Estados Unidos, Índia e China.

Em 2016, o Brasil foi considerado o segundo país que mais usa o WhatsApp no mundo, em um levantamento do Mobile Ecosystem Forum. O primeiro lugar ficou com a África do Sul.

Embora não haja indicadores de quantos usuários são considerados dependentes, estudos dão pistas sobre os riscos de se tornar viciado.

Para o professor Rafael Sanches, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o uso excessivo da internet pode ser uma válvula de escape.

Ele chama a atenção para o fato de a tecnologia estar muito presente no cotidiano e, por isso, nem tudo pode ser considerado vício. “A tecnologia faz parte da nossa rotina, não dá para dizer que, só pelo fato da pessoa ficar horas na internet, ela está doente e precisa de tratamento; em outros casos, quando a pessoa deixa de ter vida social para ficar no celular, ela deve procurar um médico e ele irá avaliar se precisa realmente de tratamento.”

Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/quando-a-dependencia-tecnologica-pode-se-tornar-doenca/

Texto 02.

“O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro ‘El enemigo conoce el sistema’ (‘O inimigo conhece o sistema’, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular.

Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.

‘O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca’, diz a jornalista.

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, até hoje, ela não parou de enxergar a tecnologia com um olhar crítico e reflexivo. Seu livro narra desde o início libertário da revolução digital até seu caminho para uma ‘ditadura em potencial’, que para ela avança aos trancos e barrancos, sem que percebamos muito.”

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51409523

Texto 03.

“Quase um quarto dos jovens é tão dependente dos próprios celulares que eles passaram a ser considerados viciados nos dispositivos.

Um estudo, realizado por pesquisadores do King’s College de Londres, afirma que esse comportamento viciante significa que as pessoas ficam ‘em pânico’ ou ‘chateadas’ se lhes for negado acesso constante aos aparelhos.

Os jovens também não conseguem, segundo a pesquisa, controlar a quantidade de tempo que passam diante dos smartphones.

Para os pesquisadores, esse vício está associado a problemas de saúde mental.

O levantamento publicado na BMC Psychiatry analisou 41 estudos anteriores envolvendo 42 mil jovens em investigações sobre o ‘uso problemático de smartphones’.

O estudo constatou que 23% tinham comportamento classificável como vício, como ansiedade por não poder usar o telefone, por não conseguir moderar o tempo gasto e passar tanto tempo usando o smartphone que isso prejudicava a realização de outras atividades.”

Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/11/29/1-em-cada-4-jovens-esta-viciado-em-celular-aponta-estudo-britanico.ghtml

Proposta de redação 20N18A – dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, Famema, Famerp, etc.

Faça uma dissertação sobre a questão da dependência tecnológica num contexto em que usar tecnologias e manter-se conectado torna-se algo essencial em vários campos e aspectos da vida humana. Por isso, é possível realmente escapar da dependência tecnológica? Um dia, seremos todos ciborgues? Seremos potencializados e hierarquizados por nossos implantes tecnológicos? Será uma nova eugenia?

Instruções para a dissertação da proposta de redação A:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2019: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 30 linhas (Uniube), etc. Por isso, é imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção. Do contrário, a correção levará em consideração a norma mais comum: 25 linhas como mínimo e 30 como máximo.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 20N18B – dissertação – Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A dependência tecnológica no Brasil.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções para a dissertação no Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto (s) de apoio para as situações C e D.

O Transtorno do Vício em Internet

Por Breno Rosostolato*

Vivemos a era da informática, das informações livres e da acessibilidade fácil e rápida a elas. As tecnologias se renovam, incessantemente, favorecendo e permitindo o contato das pessoas a todos os assuntos, a todos os lugares e a hora que quiserem. Esta é a internet, o mundo de possibilidades que se veio de fato para ficar e hoje o mundo não existiria sem ela. A internet é o sol no centro deste sistema globalizado que aquece a tudo e todos. Mas acontece que, como tudo nesta vida, a lei criacionista de “causa e efeito” sintetiza uma máxima: tudo que é demais enjoa. Enjoa, mas também adoece. Muitos problemas e dificuldades despontaram por conta do surgimento da internet. Problemas que nem ousarei enumerar, mas quando refletimos quais seriam eles, rapidamente identificamos. Admito que muitos já existiam e que a internet só acentuou sua gravidade. Me limitarei a um agravante que recebe pompas de transtorno, reconhecido pela Associação Americana de Psicólogos como uma dependência tão crônica quanto à de substâncias como álcool e cocaína, a Internet Addiction Disorder (Transtorno do Vício de Internet).

O problema afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo um recente estudo da Universidade La Salle, nos Estados Unidos. No Brasil, as pessoas que sofrem desta dependência chegam a 4,3 milhões. Estes números só tendem a crescer pela maior facilidade de acesso à web e pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Acho oportuno mencionar que a nomofobia também é um transtorno relacionado a celulares, smartphones e tablets. Estes são os nomofóbicos. Pessoas que ficam angustiadas quando não podem usar o celular. A impossibilidade de se comunicar usando o celular é sufocante e angustiante. O transtorno é associado ao fato de falar a todo o momento com os outros ou por considerar o celular imprescindível para sua segurança, desperta também a necessidade de ficar conectado à internet. Isso não só é uma realidade, que muitos buscam comprar aparelhos cada vez mais modernos que facilitem o acesso à internet. Os mercados de telefonia móvel, por sua vez, atentos a este movimento, lançam a cada ano modelos mais potentes, com novos recursos e aplicativos.

A preocupação se concentra nos jovens e nas crianças, sempre mais vulneráveis a este tipo de dependência, principalmente pelo surgimento cada vez maior dos jogos “online”. Este desprendimento ao mundo real é o perigo da dependência, que pode fazer com que a pessoa viva baseada na irrealidade. A internet proporciona um prazer imediato, uma satisfação rápida que leva a pessoa desejar repetir a sensação. Esta busca pelo prazer imediato é o propósito destes tempos contemporâneos, em que a sociedade é movida pelo prazer próprio e a satisfação de seus desejos. O mal-estar imposto pela realidade pode assim ser atenuada. Muitos não possuem a noção do preço pago para concretizar este desejo desenfreado. Negligenciam suas vidas em prol de uma sensação agradável, mas momentânea. O indivíduo vivencia uma série de experiências agradáveis que incluem desde a possibilidade de abstrair o tempo até um incrível sentimento de poder. Tudo isso a um toque na tecla ou no mouse e que rompe a frágil película do limite e acionando outras dimensões, a fantasia. A escravidão é o preço pago.

Outro ponto que contribui para o vício é a falsa ideia de que você pertence a um grupo. A possibilidade de interagir com todos ao mesmo tempo e até com pessoas de outros países fomenta a fantasia do ciberviciado. O anonimato é outro fator preponderante para que esta fantasia aumente. Se apresentar como quiser, subtraindo em parte ou totalmente o que não gosta em si mesmo, e assim, assumir a imagem que quiser, colocando as máscaras que achar conveniente e sustentar a história que for agradável à pessoa.

As consequências do Transtorno de Vício em Internet fazem com que a pessoa aos poucos vá perdendo o interesse na vida e tudo se resuma ao uso da internet. O isolamento emocional e o contato interpessoal ficam prejudicados. A alienação é gradativa e a pessoa tende a ter dificuldades em interagir com o outro que não seja através da internet. Quem precisa usar a internet no trabalho, como instrumento para contatos e práticas profissionais não necessariamente possui a doença. O conflito é quando o sujeito começa a ficar inquieto, agitado e bastante incomodado em não ter condições de acessar a rede, o que causa muito sofrimento. Deixar de lado a responsabilidade do dia a dia para ficar conectado é um sintoma evidente da dependência. Carência, insegurança, vida solitária, dificuldade em lidar com frustrações, fobia social, baixa autoestima e depressão constituem o perfil de indivíduos mais propensos a desencadear o transtorno, pois encontra no mundo virtual amparo para os seus conflitos emocionais.

Existem alguns tratamentos que envolvem remédios e psicoterapia para diminuir o uso de internet. A proposta é fazer com que ela substitua a prática por coisas mais importantes na vida, modificando assim os valores do sujeito e aguçando o juízo crítico. Resgate o contato com o outro que não deve ser substituído pela máquina. Restituir as identificações sociais e uma maneira de reconstruir o afeto do sujeito, dando-lhe condições de se libertar desta dependência.

* Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM

Fonte: https://canaltech.com.br/comportamento/O-Transtorno-do-Vicio-em-Internet/

Proposta de redação 20N18C – outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um resumo do texto acima.

Proposta de redação 20N18D – outros gêneros argumentativos – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Faça um editorial sobre a quem ou a qual instituição interessa manter as pessoas viciadas em tecnologia, a despeito de todas as evidências da gravidade desse vício para a saúde mental e física das pessoas.

Instruções para as propostas de redação C e D:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, as quais são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso. No caso da UFU, até 2019, exigia-se o uso de José ou Josefa como assinatura.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato. No caso da UFU, é imprescindível parafrasear uma parte do texto motivador e inclui-la no texto escrito pelo candidato.
  4. Nunca copie trechos dos textos motivadores.
  5. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

5.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

5.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

5.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

5.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

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