Redação – Tema 19N12 – ataques a escolas (Enem, Fuvest, Vunesp, Unicamp, UFU, Uniube e demais vestibulares.)

Tema de redação 19N12

Ataques a escolas

Texto 01.

“Medianeira, 2018

Em setembro do ano passado, um adolescente de 15 anos abriu fogo contra colegas de classe no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, na cidade de Medianeira, no oeste do Paraná. Não houve mortos, mas dois estudantes, de 15 e 18 anos, ficaram feridos. O atirador, que foi acobertado por outro colega também de 15 anos, disse à polícia que sofria bullying na escola. O ataque teria sido planejado por dois meses.

Goiânia, 2017

O Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, na capital de Goiás, foi palco de um ataque em outubro de 2017. Um aluno de 14 anos atirou contra colegas dentro de uma sala de aula, matando dois meninos de 12 e 13 anos e ferindo outros quatro, antes de ser impedido por alunos e professores quando tentava recarregar a arma

O atirador é filho de policiais militares e usou uma pistola da mãe para cometer o ataque. Ele alegou que o crime foi motivado por ser vítima de bullying de colegas.

João Pessoa, 2012

Um adolescente de 16 anos feriu a tiros três alunas dentro da Escola Estadual Enéas Carvalho, em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, em abril de 2012. Foram efetuados seis disparos com um revólver calibre 38.

Em depoimento à polícia, o atirador disse que seu objetivo era acertar um outro estudante de 15 anos com o qual havia discutido duas vezes, mas acabou atingindo as alunas, de 17 anos, que estavam próximas ao garoto. Elas tiveram alta nos dias seguintes ao crime.

 

São Caetano do Sul, 2011

Em setembro de 2011, um aluno de 10 anos atirou em uma professora e depois se matou na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A docente de 38 anos sobreviveu aos disparos.

Cerca de 25 alunos estavam na sala de aula no momento do crime. Após atingir a professora, ele deixou a classe e disparou contra a própria cabeça, morrendo mais tarde no hospital. O menino era filho de um guarda civil municipal e usou um revólver calibre 38 que pertencia ao pai.

Realengo, 2011

Em abril de 2011, um rapaz de 25 anos abriu fogo contra alunos em salas de aula lotadas na Escola Municipal Tasso de Silveira, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, em um dos massacres mais sangrentos em instituições de ensino do Brasil.

Ao todo, 12 estudantes morreram e 13 ficaram feridos, todos com idades entre 12 e 14 anos. O autor do ataque, Wellington Menezes de Oliveira, foi atingido por um policial e cometeu suicídio. Ele usou dois revólveres, que recarregou várias vezes, e tinha muita munição.

O atirador era ex-aluno da escola e, em anotações encontradas em sua casa, havia escrito que o massacre foi motivado por humilhações que enfrentou enquanto estudava.

Taiúva, 2003

A Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, na cidade de Taiúva, no interior de São Paulo, foi alvo de um ataque a tiros em janeiro de 2003, também cometido por um ex-aluno.

Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, abriu fogo contra alunos e funcionários e se matou em seguida. Ele usava um revólver calibre 38, com o qual fez 15 disparos. As investigações apontaram que o crime foi motivado por bullying.

Além do atirador, ninguém mais morreu, mas oito pessoas ficaram feridas, sendo cinco alunos, o caseiro, a zeladora e uma professora da escola. Atingido por um tiro na coluna, um dos estudantes ficou paraplégico.

Salvador, 2002

Um aluno de 17 anos matou a tiros duas colegas, ambas de 15 anos, dentro da sala de aula do colégio Sigma, uma escola particular em Salvador. O crime ocorreu em outubro de 2002. Ele foi preso em flagrante ainda dentro da escola.

Filho de um perito policial, o atirador usava um revólver calibre 38 que pertencia ao pai, segundo apontaram as investigações na época. Colegas relataram que o garoto havia prometido vingança às duas vítimas, após desentendimentos durante uma gincana.”

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cronologia-de-ataques-a-tiros-em-escolas-do-brasil,f2f8b6f920f133f6fc083824a9b271f4cx149z4p.html

Texto 02.

“Nos Estados Unidos, ataques em escolas, como o que ocorreu na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, são mais frequentes e já motivaram uma série de mobilizações contra o acesso a armas. O massacre de Columbine, que completará 20 anos em abril, é o mais lembrado. Depois dele, crianças passaram a ser treinadas para se proteger em caso de atentados.

O número de ataques no país vem aumentando nos últimos anos. Segundo levantamento do jornal Washington Post, só em 2018, foram 25 tiroteios em colégios. Um dos episódios mais recentes de grandes dimensões ocorreu em uma escola de Parkland, na Flórida, em fevereiro do ano passado.

Depois do ataque, que deixou 17 mortos, o presidente Donald Trump chegou a sugerir armar e treinar professores e funcionários para reagir. A declaração de Trump teve repercussão negativa entre profissionais da Educação, que fizeram campanhas. Uma delas pedia que os professores fossem “armados” com mais livros e recursos.”

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2019/03/14/interna_nacional,1037936/nos-eua-ataques-a-tiros-sao-mais-frequentes-e-estudantes-sao-treinado.shtml

Texto 03.

“Um ataque a tiros à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, e seu entorno na quarta-feira (13) deixou ao menos dez mortos e 11 feridos.

Os jovens Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique Castro, 25, entraram pela porta da frente da escola onde estudaram. Ali, mataram a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo e a funcionária Eliana Regina de Oliveira Xavier.

Em seguida, a dupla se encaminhou ao pátio da Professor Raul Brasil, onde atiraram em cinco alunos. Na sequência, foram ao centro de línguas dentro da escola, mas estudantes conseguiram se trancar na sala com a professora.

Foi neste momento, segundo a polícia, que os dois atiradores se suicidaram em um dos corredores da escola.”

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47548656

Proposta de redação 19N12A – Dissertação – Fuvest, Vunesp, Uniube, etc.

Há em ataques violentos a escolas uma prevalência indiscutível de agressores do sexo masculino. Faça uma dissertação em que você analise as razões para esse fenômeno.

Instruções para a dissertação:

  1. A situação de produção de uma dissertação argumentativa requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
  2. O tamanho da redação deverá ser adequado ao concurso pretendido, para tanto é importante que o texto deva ser adequado aos seguintes limites impostos pelas universidades até 2018: entre 20 e 30 linhas (Fuvest), 15 a 33 linhas (Vunesp), 25 e 35 linhas (Uniube), etc. É imprescindível que a universidade pretendida seja informada com destaque logo após o código da proposta de redação na folha que será entregue para a correção.
  3. Dê um título a sua redação.

Proposta de redação 19N012B – Outros gêneros – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva uma notícia sobre o ataque em março de 2019 à escola na Grande São Paulo com informações estritamente a respeito do perfil dos autores do atentado.

Proposta de redação 19N012C – Artigo de opinião ou editorial- Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Escreva um artigo de opinião sobre o porquê de escolas serem alvos cada fez mais frequentes de ataques a tiros no Brasil.

Proposta de redação 19N012D – carta argumentativa ou aberta – Unicamp, UEL, UnB, UFU, etc.

Em uma carta aberta destinada a uma comunidade escolar específica, assinada pela Associação de Pais de uma escola, discuta o que pode ser feito para lidar com as causas mais comuns de ataques com armas contra instituições educacionais, educadores e alunos.

Instruções gerais:

  1. Se for o caso do gênero textual em questão, dê um título para sua redação.
  2. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva, no lugar da assinatura: o que estiver expressamente informado no edital, no manual do candidato, etc., do vestibular pelo qual você se interessa, que são as fontes de informação mais confiáveis a respeito dessa questão. Em hipótese alguma, escreva seu nome, apelido, etc., na folha de prova. Na dúvida, melhor nunca assinar um texto de concurso.
  3. Via de regra, não copie trechos dos textos motivadores ao fazer sua redação. Ainda que, em alguns concursos, é importante estabelecer conexões entre as informações dos textos de apoio do tema de redação com o repertório cultural do candidato.
  4. Respeite o mínimo e o máximo de linhas associado à prova de redação para a qual você se prepara. Informe a universidade na folha de redação de forma legível no local destinado ao código da proposta. Contudo, normalmente, o mínimo usado é de 25 linhas e o máximo de 30, ou algo parecido na maioria dos concursos no Brasil.

4.1. UnB – máximo de 30 linhas. A quantidade de linhas escritas interfere na nota final. “No cálculo da nota da redação, quanto maior o número de linhas efetivamente escritas, maior a pontuação.”.

4.2. Unicamp – até 22 linhas em cada um dos dois textos.

4.3. UEL – de duas a quatro redações. 12 pontos cada. Números mínimos e máximos variados entre 8 e 16 linhas a depender do gênero textual exigido.

4.4. UFU – 25 a 36 linhas. Um de três temas possíveis.

Instruções UFU:

Leia com atenção todas as instruções.

  1. Você encontrará três situações para fazer sua redação. Leia as situações propostas até o fim e escolha a proposta com a qual você tenha maior afinidade.
  2. Após a escolha de um dos gêneros, assinale a opção no alto da Folha de Resposta e, ao redigir seu texto, obedeça às normas do gênero.
  3. Se for o caso, dê um título para sua redação. Esse título deverá deixar claro o aspecto da situação escolhida que você pretende abordar.
  4. Se a estrutura do gênero selecionado exigir assinatura, escreva no lugar da assinatura: JOSÉ ou JOSEFA.
  5. Em hipótese alguma, escreva seu nome, pseudônimo, apelido, etc. na folha de prova.
  6. Utilize trechos dos textos motivadores, parafraseando-os.
  7. Não copie trechos dos textos motivadores, ao fazer sua redação.
  8. ATENÇÃO: se você não seguir as instruções da orientação geral e as relativas ao tema que escolheu, sua redação será penalizada.

Proposta de redação 19N012E – Dissertação -Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Dificuldades para evitar ou mesmo impedir ataques violentos a escolas e comunidades escolares.”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções Enem:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
  6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

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